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11 jan 2019

Villas Bôas deixa cargo e diz que Bolsonaro liberou país de “amarra ideológica”


O general Eduardo Villas Bôas, de 67 anos de idade , entregou nesta sexta-feira (11) o posto de comandante máximo do Exército Brasileiro ao general Edson Leal Pujol.

Villas Bôas , que estava à frente do Exército desde 2015, fez questão de exaltar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em seu último discurso no cargo. O general avaliou que a eleição do ex-capitão representa “renovação” e a “liberação” do Brasil daquilo que ele chamou de “amarras ideológicas”.

“O senhor traz a necessária renovação e a liberação das amarras ideológicas que sequestraram o livre pensar, embotaram o discernimento e induziram a um pensamento único, nefasto”, disse o militar. “O presidente Bolsonaro fez com que se liberassem novas energias, um forte entusiasmo e um sentimento patriótico há muito tempo adormecido”, complementou.

Além de Bolsonaro, também foram exaltados pelo general em seu discurso o ex-juiz da Operação Lava Jato e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e também o responsável pela intervenção federal no Rio de Janeiro no ano passado, general Walter Braga Netto.

Os elogios do agora ex-comandante do Exército a Bolsonaro têm sido recorrentes desde que o ex-deputado venceu as eleições, em outubro do ano passado. Villas Bôas, no entanto, já resaltou que a vitória de Bolsonaro não representa “a volta dos militares” , mas disse reconhecer que há “risco sério” de que venha a ocorrer a “politização de quartéis”.

Villas Bôas sofre de uma doença neuromotora degenerativa , que atualmente o obriga a se locomover com apoio de uma cadeira de rodas. Durante seu período à frente do Exército, ele protagonizou polêmica ao manifestar, em abril do ano passado, “repúdio à impunidade” às vésperas de julgamento de habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações do militar foram interpretadas como um gesto de intimidação aos ministros do STF.

 

Quem é o general Leal Pujol, substituto do general Villas Bôas

O novo comandante do Exército, general Leal Pujol , tem 64 anos de idade e foi secretário de Economia e Finanças e chefe de Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército em Brasília e comandante militar do Sul, em Porto Alegre.

Ele entrou nas Força Armadas em 1971 na Escola Preparatória de Cadetes do Exército e, em 1977, concluiu o curso da Academia Militar das Agulhas Negras – onde conheceu Bolsonaro.

Nas redes sociais, um do filho do presidente, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), ironizou a imprensa ao destacar o fato de que o substituto do general Villas Bôas ser amigo pessoal de seu pai. “Antes que a imprensa publique, aqui vai: Amigo particular de Jair Bolsonaro desde 1974, General Leal Pujol assume o Exército hoje. Creio que o presidente só deveria indicar inimigos para certos cargos!”, escreveu.

 

*Com informações e reportagem da Agência Brasil

 

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