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1 dez 2016

Uma homenagem a Uiraúna, uma cidade que respira música. Um texto de Carlos Alves


Uiraúna, a cidade que respirar música

 Por Carlos Alves

A música é uma arte sublime que combina sons e ritmos capaz de dizer o indizível; do amor à amargura extrema e lúcida e dos inexprimíveis sentimentos que foge da concretude das palavras e toca a alma apenas com sons, ritmos e melodia no profundo mistério da grandeza ignota. Ela transborda a arte e cura as feridas da alma, mas abre também as do coração em um rasgar melódico.   Alegra ainda mais as festas e entristece ainda mais os funerais. A música educa, tem o poder de transformar vida e tornar o homem feliz.

A música intensifica os sentimentos, seja dos apaixonados, sendo mutualmente correspondido ou não, seja na tristeza ou na alegria. Todos nós procuramos escutar uma condizente com o nosso contexto real e momentâneo de estado de espirito. Ela nos joga para o infinito, nos transporta para outra dimensão, mesmo que a letra seja em outra língua.

A música nos dá esta sensação de subir ao céu e encontrar os anjos a tocar lira, trazendo uma carga densa de contemplação e lirismo. Ela liberta alma, mente e corações. Ela acalanta bebê com a sublime voz materna. E dá alento aos doidos e o descanso para quem está cansado. Ela animou as senzalas, dá mais lume ao oprimido e alivia mentes perturbadas. Seja em bairro nobre, ou nas periferias, estejamos nós a sós ou em coletividade, a música não cessa, ele paira viva, desaba muros e sorrir nostálgica para a memória da nossa infância.banda-de-musicaO vento, a chuva, os pássaros e a natureza como um todo produz som harmonioso, leve, gostoso, é verdade, mas somente o humano é capaz de juntar todos os sons e formar uma bela melodia. São os músicos que têm este trabalho de nos ajudar a suportar as dores e aumentar nossas alegria com seus instrumentos e vozes. Eles são as cigarras que ajudam a alegrar a luta diária seja ao vivo, na TV ou no rádio. São doutores que curam as feridas da alma. De tempo em tempo são vistos como vagabundos, assim como as cigarras que cantaram todo o verão enquanto as formigas trabalhavam e tiveram que dançar no inverno. Ops! Mas cantar, tocar e dançar também não são trabalhos? São sim, claro que são! Têm os boêmios tocadores de viola que viraram mitos, os quais usam a música não para ganhar dinheiro, e sim para reavivar o espirito, tão gentil e docilmente no cantar verdadeiro de amizade.  dsc_0078-copia-620x412

E como é viver numa cidade que respira música? O ar é de felicidade, a natureza dança, os pássaros cantam, o vento sopra lindas melodia, faz bailar as folhas. É de Uiraúna que falo, cidade de fé, cidade que se entoa canto em qualquer canto, cidade da música, dos músicos. Cidade da alegria! O que não falta por aqui em qualquer calçada, em qualquer parte é alguma garota ou garoto arriscando as primeiras notas no suave som da flauta. O que não falta é alguém passando a pé ou de moto com o violão nas costas em busca de aperfeiçoar os acordes doce e melódicos de alguma canção. É a garota apaixonada pelo teclado. São rodas de amigos afinados, ou desentoados. São bandas várias: de forrós, de rock e MPB. Tem a tradicionalíssima banda de música Jesus Maria e José, reconhecida nacionalmente, um patrimônio histórico e cultura da cidade que em marcha e com instrumentos soltos ao vento e reluzentes como a luz, encanta, enfeita e brilha nas ruas. São vozes que encantam espalhando seu canto por toda região. Daqui ainda se escuta a lira de APOLO, o deus da música e flauta de EUTERPE, a musa da música e da poesia lírica.

A alma uiraunense é festiva e a voz é Calíope (a musa grega da eloquência, que tem bela voz). Quem dera, uma dia, todas as famílias cantassem um canto de fé e luta para contornar a trajetória da nossa cidade. Ah, se revoasse um canto de paz atravessando de uma ponta à outra. Ah, se calassem a voz da injustiça e da desigualdade e que o povo numa só coro cantasse a vida, a liberdade e igualdade.

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Da Redação – UIRAUNA.NET 

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