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27 mar 2016

Síria retoma cidade histórica dominada pelo Estado Islâmico


As forças sírias retomaram neste domingo (29) o controle de Palmira e conseguiram expulsar os jihadistas do Estado Isâmico (EI), informa a mídia estatal síria e a ONG Observatório Sírio para Direitos Humanos. O grupo radical havia conquistado a histórica cidade em maio de 2015.

Um oásis no meio do deserto, Palmira é considerada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. A tomada da cidade pelo EI teve grande repercussão mundial.

De acordo com o Observatório Sírio, na manhã deste domingo (horário local) ainda se ouviam disparos na parte oriental de Palmira. As forças do EI, no entanto, abandonaram a cidade, e o controle passou para o governo sírio.

“Após violentos combates noturnos, o exército controla totalmente a cidade de Palmira, inclusive a parte antiga e a parte residencial”, disse uma fonte militar à agência de notícias France Presse.

As unidades de engenharia do exército passaram a desativar dezenas de bombas e minas no interior da cidade antiga. Lá estão numerosos tesouros históricos. Segundo a mesma fonte miliar, parte deles foi destruída pelo EI.

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O Observatório Sírio informou que mais de 400 jihadistas e ao menos 180 membros das forças do regime sírio morreram durante os combates por Palmira, que se iniciaram em 7 de março. A ONG conta com uma rede de voluntários naSíria.

As forças terrestres contaram com apoio de aviões e helicópteros sírios e russos, além de artilharia. Eles bombardearam as posições do Estado Islâmico na cidade. O presidente russo,Vladimir Putin, é o maior aliado do ditador sírio, Bashar Al-Assad.

O exército sírio já havia recuperado neste sábado (25) a cidadela de Palmira, uma fortaleza que tem vista para toda a cidade histórica, e havia relatos de combatentes do Estado Islâmico deixando a cidade desde sexta-feira (24).

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Derrotas relevantes
A retomada de Palmira representa uma derrota para o Estado Islâmico, que há dois dias perdeu um importante líder, morto pelos Estados Unidos.

Abdel Rahmane al-Qaduli, considerado o número 2 do EI, morreu durante um ataque aéreo nesta sexta-feira (25). O Departamento de Justiça dos EUA oferecia US$ 7 milhões de recompensa por informações sobre Al-Qaduli, e ele figurava na lista de potenciais sucessores de Abu Bakr al-Baghdadi, o líder e fundador da organização.

“Estamos eliminando sistematicamente o círculo de líderes do EI. O exército americano matou vários terroristas importantes do EI nesta semana, incluindo Haji Iman [apelido de Abdel Rahmane al-Qadul]”, afirmou o secretário de Estado americano, Ashton Carter.

“Era um dos líderes do EI, agindo como ministro das Finanças e responsável por vários complôs internacionais”, completou o secretário. “A eliminação deste líder do EI dificultará sua capacidade de realizar operações no Iraque e na Síria, e no exterior.”

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Palmira abriga ruínas de uma grande cidade, que foi um dos maiores centros culturais do mundo antigo.

Antes da guerra civil na Síria, iniciada em 2011, as ruínas de Palmira, o mais belo sítio arqueológico do país, recebiam 150 mil turistas por ano. A cidade fica na província de Homs, a 215 quilômetros de Damasco.

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Destruição de templos

Em agosto, jihadistas do EI explodiram o templo de Bel, o mais importante do conjunto arqueológico de Palmira, conhecido como “pérola do deserto”.

O porta-voz da ONU Stéphane Dujarric condenou “a destruição injustificada de um conjunto de valor inestimável para nosso patrimônio mundial comum”.

Dias antes, EI havia destruído o templo de Baalshamin, o segundo mais importante da cidade. O templo de Baalshamin – o deus do céu fenício – começou a ser construído no ano 17 e posteriormente foi ampliado pelo imperador romano Adriano em 130.

 Fonte: G1

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