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18 mar 2017

Série: Entendendo o Mundo da Logística Brasileira


SÉRIE: ENTENDENDO O MUNDO DA LOGÍSTICA BRASILEIRA

Pontos de convergência dos processos operacionais da cadeia de suprimentos entre o transporte, a multimodalidade e a dinâmica da logística do

século XXI:

Quais as diferenças?

O Brasil é um país que apresenta peculiaridades econômicas e geográficas que tornam qualquer abordagem que envolva temas sobre transportes um assunto empolgante e de extremo interesse, gerando motivação para estudos que encaminham a alternativas e propostas inerentes às suas características. Dada a importância e extensão do tema veremos que a necessidade de se criar excelência operacional obriga a área de logística a integrar todos os seus instrumentos (elos) da cadeia de suprimentos, desde a produção e entrada de matérias-primas e componentes no sistema produtivo até a distribuição dos produtos acabados.

MultmodalidadeLogísticaIntermodalidade

Caro leitor, você se lembra que o Brasil tem convivido nas últimas duas décadas com os conceitos de multimodalidade e logística, que vieram juntar-se aos conhecidos termos transporte e intermodalidade, estes bem populares. No entanto, os novos termos, chegados ao país de forma mais massificada em meados da década de 90 do século XX, ainda geram e impactam grandes confusões entre os membros e envolvidos em um mercado globalizado e coorporativo no contexto da gestão da cadeia de suprimentos.

 

Torna-se mais evidente do que isso, até entre aqueles que vendem o serviço, e mesmo ensinam através de aulas, palestras, artigos, entrevistas, etc., o que é bem mais grave. É claro que isso ajuda a aumentar a confusão, pois um formador de opinião é seguido quase sem contestação pelos leigos ou pouco familiarizados com o metier, neste caso especifico, o conhecimento sobre o mundo da ciência da logística e sua cadeia de suprimentos e toda a infraestrutura do país.

Destarte, em primeiro lugar, se por um lado, convém estabelecer a diferença entre a multimodalidade e a intermodalidade, antes que a as interpretações esdrúxulas aumente ainda mais. A intermodalidade é a operação normal praticada ao longo do tempo, desde os primórdios da humanidade e do transporte. É a operação em que se utiliza mais de um modo de transporte – caminhão/navio – avião/trem, por exemplo – para se levar a mercadoria de um ponto a outro, isto é, do ponto de origem ao ponto final de consumo, em que tudo é independente. Com isso, queremos dizer que cada modo de transporte é responsável pelo seu trecho, emitindo seu próprio documento de transporte em que o contratante do transporte recebe um documento de embarque em seu nome como embarcador responsável pela operação denominado de embarcador shipper.

Por conseguinte, por outro lado, a multimodalidade tem em comum com a intermodalidade apenas o fato de se utilizar de mais de um modo de transporte para levar a mercadoria de um ponto a outro. O restante é bem diferente.

Na multimodalidade que é operada por OTM (Operador de transporte Multimodal), este se responsabiliza por todo o processo, de ponto a ponto, com a responsabilidade única e documento único, em que o dono da carga é seu embarcador. Logo, O OTM não precisa ter veículos de nenhum modo de transporte e pode subcontratá-los, aparecendo ele como o embarcador dos demais transportadores.

Entendendo as peculiaridades e características das operações:

brasil1 (1)O transporte é o ato de se levar a mercadoria de um ponto a outro, em determinado modo, por exemplo, utilizando-se do veículo rodoviário, ou um navio no transporte marítimo (cabotagem). No entanto, julgamos fundamental definir que o transporte é parte de uma operação intermodal ou multimodal, e apenas isso, não se constituindo de qualquer operação especial ou mesmo uma operação logística, de quem também é parte.

Uma operação logística, no entanto, é um processo da cadeia de suprimentos com visão global de deslocamento de uma determinada carga, de um ponto inicial ao seu ponto final, para realizar a entrega ao seu comprador, da melhor forma que isso possa ocorrer, considerando o melhor transit time, os melhores modos de transporte, no mais curto tempo possível, isto é, prazo de entrega, oferecendo preços competitivos, entre outros fatores de suma importância para alcançar os objetivos do negócio.

Um processo logístico adequado e de sucesso, deve levar em conta todas as variáveis importantes inerentes ao processo (mutantes e flutuantes) e que possam influenciar de alguma maneira tal processo. Destacamos aqui, o envolvimento dos conhecimentos especiais, parceria, dedicação, estudo, acompanhamento de todos os modos de transportes e suas evoluções e custos, armazenagem idem, etc. Entretanto, é preciso exercitar o planejamento initerruptamente, enfim, pensar e fazer uso de todas as alternativas estratégicas ao alcance para a precificação, consecução e execução do processo de entrega da mercadoria da melhor forma que isso possa ser feito.

Em logística podemos afirmar, e dizemos isso aos nossos alunos e ouvintes, que se você não fizer, o seu concorrente fará. Nem se preocupe com esse detalhe, sempre há alguém que fará melhor, senão hoje, amanhã. No entanto, a função logística é constituída por um conjunto de variáveis: mão de obra, instalações, máquinas, veículos indústrias, equipamentos de manutenção e estocagem, utilizados para a realização física de todas as operações na gestão da cadeia de suprimentos e dentre elas o transporte.

                 “Outra visão em que podemos ter é que a logística não tem modelo absoluto, e o que funcionou bem ontem pode não ser o ideal hoje, e muito menos amanhã. Isto é, a dinâmica das variáveis mutantes e flutuantes possibilita a constatação de que nada é absoluto na ciência da logística.  Tudo é relativo e está em contínua mutação”.

Assim, fica claro, pelo que foi dito, que a multimodalidade não é opcional à logística como já ouvimos de pessoas da área, e nem esta se enquadra naquela, muito ao contrário. Em tese, a logística é a mãe da operação, sendo a multimodalidade um dos instrumentos a serem utilizados por ela. Portanto, a logística, neste caso, se posiciona como o processo superior, e se vale dos instrumentos envolvidos como o transporte, transbordo, intermodalidade, multimodalidade para alcançar e cumprir seus objetivos. Isso em se tratando apenas da parte de deslocamento direto de uma mercadoria (a distribuição física, cujo papel da logística é fazer o mundo físico acontecer, considerando as particularidades de cada ponto de venda/entrega). É claro que a logística pode se valer também de outros instrumentos envolvidos na gestão da cadeia de suprimentos, isto é,  a logística não se atém somente aos aspectos físicos do sistema (veículos, armazéns, redes e modalidades de transportes, etc) Os aspectos intangíveis a começar por uma boa equipe engajada em toda a cadeia de suprimentos na consecução de tarefas informacionais e gerenciais, envolvendo processamento de dados e pedidos, softwares específicos utilizados no sistema logístico, processos de controle gerenciais, etc., fazem parte integrante para o cumprimento da função logística.

REFERÊNCIAS

www.44bb.com.br – Transportes Internacionais – Banco do Brasil.

www.portogente.com.br – Intermodalidade e Multimodalidade.

www2.dbd.puc-rio.br – O transporte multimodal.

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Adm. Gilvam Vieira

CRA – PB : 1- 5243

Especialista em Metodologia do Ensino Superior.

Professor e Pesquisador em Logística e Supply Chain Management.

E-mail: admgilvan@yahoo.com.br

Id. Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/7078667641086062

Telefones: (83) 9 98219043 / TIM / PB (73

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