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25 jan 2017

Rodeado de seguranças, suspeito de matar agente não fala e é recebido com protestos


O estudante Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva chegou à Central de Polícia Civil em João Pessoa, no início da manhã desta terça-feira (24), para prestar depoimento no inquérito em que é suspeito de atropelar e matar o agente de trânsito Diogo Nascimento, 34 anos. O atropelamento ocorreu em uma blitz da Lei Seca, no bairro do Bessa, em João Pessoa, no sábado (21). Ele ficou em silêncio e foi recebido com protestos de agentes de trânsito que estavam no local.

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De acordo a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, o jovem chegou por volta das 8h com advogados e seguranças particulares. Ele foi levado para a uma sala da Central de Polícia e começou a prestar depoimento por volta das 10h ao delegado Reinaldo Nóbrega, titular da Delegacia de Homicídios de João Pessoa.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, o suspeito ficou calado durante o interrogatório e não comentou sobre o ocorrido. Na saída, um grupo de pessoas tentou agredi-lo e foi contido pela Polícia Militar. A assessoria disse ainda que o veículo usado para o transporte de Rodolfo foi atingido por murros.

Rodolpho Gonçalves vai responder criminalmente por homicídio doloso qualificado pelo atropelamento e morte do agente da Lei Seca, segundo informou o delegado Marcos Paulo, superintendente da Polícia Civil na Região Metropolitana de João Pessoa.

O estudante chegou a ter a prisão temporária decretada ainda no sábado pela juíza plantonista Andrea Arcoverdes, mas ela foi revogada horas depois, por volta das 3h na madrugada de domingo (22), pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho. Segundo ele, a prisão era “desnecessária, porque ele é réu primário e tem bons antecedentes criminais”. O habeas corpus foi concedido antes do rapaz ter sido preso.

O corpo do agente Diogo Nascimento foi enterrado no fim da tarde dessa segunda-feira (23), no Cemitério do Cristo Redentor, na Zona Oeste da Capital. Durante todo o dia, houve protestos de amigos e colegas de trabalho pedindo justiça.

Portal Correio

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