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31 maio 2016

Reforma da Previdência só ganhará força após votação de impeachment


A reforma da Previdência só deverá ganhar impulso no governo Temer depois da votação em definitivo do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, pelo Senado.

A proposta de reforma da Previdência está caminhando na equipe econômica, que discute os detalhes. Como é um tema impopular, mas necessário, a estratégia do governo é esperar o provável fim da interinidade de Temer para travar essa batalha.

O governo tem duas prioridades econômicas engatilhadas. A primeira é aprovar a DRU (Desvinculação de Receitas da União) a fim de dar maior liberdade imediata de gastos ao governo enquanto não é votada a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que fixa um teto para o crescimento das despesas públicas. Essa PEC do teto das despesas também prevê desvinculação de gastos em saúde e educação que são obrigatórios por força constitucional.

Depois, negociar as dívidas com os Estados. Haverá um período de carência. O governo já estipulou o rombo deste ano em R$ 170,5 bilhões porque prevê gastar entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões nessa renegociação. A equipe econômica, porém, prepara travas importante para que os Estados reduzam gastos correntes e despesas com pessoal na ativa e aposentados.temer

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O roteiro da queda

Obviamente, não é bom perder dois ministros em menos de 20 dias de governo e no intervalo de uma semana, porque isso gera uma crise que demanda uma energia que poderia ser gasta para resolver problemas na economia. Não faltam dificuldades nessa área. Nesse sentido, as quedas atrapalham o governo.

No entanto, há um lado positivo e que fortalece o presidente interino, Michel Temer: está criada uma espécie de jurisprudência para lidar rapidamente com ministros que sejam acusados no âmbito da Lava Jato ou que tenham tentado atrapalhar as investigações.

Está criada uma regra de que a Lava Jato poderá derrubar ministros rapidamente. E há outros na mira da investigação. Se surgir algum problema, a solução deverá ser célere.

Até agora, caíram justamente os dois ministros mais ligados ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Romero Jucá e Fabiano Silveira eram ministros da cota do PMDB do Senado.

Lidar com Renan Calheiros é uma das tarefas mais delicadas de Temer, que tem histórico de atritos com ele. As prioridades de Temer são aprovar o impeachment de Dilma Rousseff no Senado e votar medidas econômicas no Congresso.

Desde ontem cedo, a intenção de Temer era negociar com Renan uma saída sem trauma. Daí o cuidado de deixar prevalecer ao longo do dia que o ministro estava ficando, mas recomendar que desse uma entrevista, assim como fez Jucá, para medir a repercussão e, então, tomar uma decisão definitiva.

Mas Fabiano Silveira não conseguiu nem achar uma sala no ministério para dar entrevista porque havia uma rebelião de funcionários da pasta contra ele. A Transparência Internacional disse que não trataria com o Ministério da Transparência enquanto Silveira estivesse à frente da pasta.

Depois de ter conversado com Renan, Jucá foi ao Palácio do Planalto. Enquanto isso, Silveira, aconselhado por amigos e familiares, foi convencido a deixar o cargo para evitar que o episódio continuasse a crescer. Hoje, haveria novamente dificuldade para ele entrar no gabinete. A manutenção de Silveira acabou sendo vista pelo próprio Renan como prejudicial a ele em relação à defesa na Lava Jato.

Enquanto Silveira saia, Renan divulgava uma nota dizendo que não indicou ninguém para o governo Temer. Indicou, sim, e avalizou a queda, porque priorizou a defesa na Lava Jato a manter um aliado no governo. Esse foi o roteiro que levou à saída de mais um ministro de Temer.

   Fonte: iG

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