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9 jun 2018

PT lança candidatura de Lula à presidência, que escreve manifesto


O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou oficialmente, na noite de sexta-feira (8), a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O ato aconteceu em um hotel em Contagem, cidade com alta concentração de indústrias e histórico de atuação de sindicalistas na região metropolitana de Belo Horizonte.

Aproximadamente duas mil pessoas participaram do evento, entre elas a presidente nacional do PT , senadora Gleisi Hoffmann, o ex-prefeito e coordenador do programa de governo de Lula , Fernando Haddad , governadores e parlamentares da legenda.

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula, o “Manifesto ao Povo Brasileiro”. Preso há dois meses em Curitiba, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que inviabilizaria sua candidatura à presidência. No entanto, o ex-presidente lidera nas pesquisas de intenção de voto.

“Há dois meses estou preso, injustamente, sem ter cometido crime nenhum”, escreveu Lula no manifesto lido por Dilma, que prossegue: “fui privado de conviver diariamente com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e companheiros. Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro”.

Após fazer a crítica de sua prisão, o ex-presidente Lula lamenta a situação de crise da economia e política brasileira e se coloca como alternativa na corrida presidencial de outubro.

“Tenho certeza que podemos reconstruir este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a seguir lutando (…) assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.”

Confiante, o ex-presidente Lula conclui o comunicado afirmando que seu reencontro com os eleitores “só não ocorrerá se a vida me faltar”.

 

* Com informações da Agência Brasil

 

Comentários

  • Antonio Adalmir Fernandes disse:

    Os brasileiros honrados e dignos, diante de inédito ato afrontoso aos princípios da ética, moralidade, legalidade, entre outros que são indispensáveis às práticas políticas, conquanto seja de absoluta inadmissibilidade a candidatura a cargo público eletivo de pessoa condenada à prisão e ainda estando trancafiada em cela, porque isso significa acinte à grandeza do Brasil, menosprezo à honradez de seu povo e desmoralização do sistema eleitoral do país, em termos de harmonização aos comezinhos sentimentos de boa conduta e dignificação das atividades públicas, tendo como base o modelo civilizatório adotado pelos países sérios e evoluídos, que primam pelo fortalecimento dos conceitos de República e democracia, que não podem ser nivelados por baixo, caso essa estapafúrdia candidatura tivesse o mínimo de sustentabilidade jurídica, à vista, em especial, da prevalência da regra insculpida na Lei da Ficha Limpa, que estampa como principal mandamento a inelegibilidade de quem for condenado por órgão colegiado da Justiça, que é exatamente o enquadramento atual de quem insiste em ser candidato, em clara demonstração de confronto com o ordenamento jurídico do país, as respeitáveis decisões judiciais condenatórias, no caso dele, as autoridades constituídas e principalmente o povo, que tem a primacial e relevante responsabilidade de escolher seus representantes para trabalharem em defesa das causas públicas, na conquista de políticas públicas capazes de satisfazer os fins do bem comum. À toda evidência, a candidatura de político preso tem o indiscutível condão de tentar, de forma desesperada, a busca de apoio popular para a defesa de causa estritamente particular, que é o desvencilhamento das implicações na Justiça, por meio de expediente diferente da devida e regular apresentação de elementos de contraprovas, capazes de, por si sós, demover as denúncias sobre os fatos objeto da condenação à prisão, pela prática dos gravíssimos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que não condizem com o exercício de cargos públicos eletivos, notadamente em se tratando daquele de príncipe da República, quando então são exigidos do seu pretendente o atendimento de pré-requisitos especiais de imaculabilidade quanto aos seus atos nas atividades públicas, que, por enquanto, dificilmente serão preenchidos por quem antes precisa se livrar das garras da Justiça, em cuja seara tramitam seis ações pertinentes a denúncias sobre suspeita da prática dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfego de influência, organização criminosa e obstrução de Justiça, além da condenação já materializada sobre a prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sendo que, em todos os casos, como não poderia ser diferente, há cristalina incompatibilidade com o exercício de cargos públicos, diante da dignidade e honorabilidade que são exigidas como principais qualidades dos pretendentes. Na verdade, na forma da legislação de regência, compete às autoridades incumbidas pela Constituição do país, em primeiro lugar, não permitirem que políticos nas condições de virtual inelegibilidade tentar se inscrever como candidato a cargo público, porque, sabidamente, isso é forma explícita de tentativa de manipulação do povo, que tem sido iludido e enganado por atitude política absolutamente inviável e impossível, à vista da existência de impeditivo constitucional e legal, e, depois, dos eleitores, que precisam se conscientizar sobre a urgente necessidade da moralização dos princípios democráticos, sequer permitindo que político preso insinue se candidatar a cargo público eletivo, porque isso representa forma direta de esculhambação de sistema que precisa funcionar sob absoluta credibilidade, moralidade e confiabilidade, seguindo o padrão de seriedade e civilidade das nações evoluídas, em termos democráticos e políticos. Seria de extrema grandeza política que alguém implicado com a Justiça tivesse o mínimo de sensibilidade humana e humildade política para entender que seu único procedimento racional e civilizatório é tentar, liminarmente e a todo custo, provar a sua inocência sobre os fatos pertinentes às acusações que resultaram na sua condenação à prisão, para, depois de livre das demandas judiciais, se apresentar ao povo como lídimo candidato, em condições absolutamente em sintonia com as exigências constitucionais e legais normalmente exigidas de todos brasileiros, que são iguais, em direitos e obrigações, na forma do figurino prescrito pela Lei Maior do país.

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