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17 mar 2017

Propina de frigoríficos era repassada a partidos políticos, diz delegado da PF


O delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo, coordenador da Operação Carne Fraca, deflagrada na manhã desta sexta-feira (17) , afirmou em entrevista coletiva que parte da propina paga por donos de frigoríficos a agentes de fiscalização era repassada a partidos políticos. Segundo o delegado, “ficou claro” que o PP e o PMDB eram beneficiados pelo esquema.

“Já foi falado ao longo da investigação de dois partidos que ficavam claro: o PP e o PMDB. Eu não sei se esse pagamento ocorria há mais tempo e não ficou claro para qual político era pago. Mas ficou bem claro que uma parte do dinheiro da corrupção ia para partidos”, afirmou o delegado da PF .

O coordenador da operação – a maior já realizada pela Polícia Federal até hoje – não soube precisar o valor da propina paga durante a vigência do esquema, que consistia em pagamentos ilegais a fiscais do Ministério da Pesca e Agricultura em troca da emissão de certificados sanitários que permitiam a produção e venda de carne adulterada.

“Ao fim do dia vamos ter uma ideia melhor disso”, disse Moscardi Grillo, acrescentando que, com apenas um agente, foram apreendidos nesta manhã R$ 65 mil em espécie que estavam no bolso de um casaco.

Ao todo, cerca de 1.100 policiais federais se dividiram 195 equipes para cumprir um total de 309 mandados judiciais – entre eles, 38 de prisão (sendo a maioria dos alvos constituída por agentes públicos).

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O delegado Moscardi Grillo confirmou que ao menos três executivos da BRF (dona de marcas como a Perdigão e a Sadia) e dois executivos da JBS (dona da Seara e da Big Frango) foram presos nesta manhã.

O delegado explica que, ao longo das investigações, iniciadas em 2015, quase 40 empresas foram autuadas pela PF e os investigadores não encontraram nenhum frigorífico onde não havia “problemas graves”. Moscardi Grillo chegou a afirmar que as empresas adulteravam a carne para disfarçar o mau-cheiro do produto.

A Polícia Federal pediu a interdição de ao menos um frigorífico da BRF no interior de Goiás, onde foram constatados indícios da presença da bactéria salmonela.

Operação

Os mandados judiciais que baseiam a Operação Carne Fraca, expedidos pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, são cumpridos nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, além do Distrito Federal.

Segundo a investigação conjunta entre a PF e a Receita Federal, os agentes fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que não aceitavam compactuar com as irregularidades investigadas eram afastados de seus locais de trabalho, removidos ou exonerados de suas funções pelos ocupantes de cargos de chefia envolvidos no esquema.

De acordo com a Receita Federal, vários dos servidores investigados tiveram “acréscimo patrimonial desproporcional em suas declarações de bens, incompatível com as rendas
declaradas ou com as suas movimentações financeiras”. Os auditores da Receita notaram que os servidores usavam estratégias como a subdeclaração de valores nas compras de imóveis.

Os investigados pela PF e pela Receita também lançaram mão da distribuição de rendimentos
de empresas inexistentes (ou desativadas) e a montagem de uma rede de franquias de fast-food em nome de testas-de-ferro para lavar o dinheiro da corrupção.

Fonte: iG

 

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