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7 dez 2016

PM ataca organizadas do Corinthians e impõe condições


A Polícia Militar apresentou o laudo técnico da Arena Corinthians liberando o estádio para uso, mas com algumas restrições e especialmente queixas em relação às torcidas organizadas do clube e o espaço que ocupam no setor norte. Ao longo de mais de cem páginas, o documento solicita mudanças imediatas para adequação do estádio. Ainda recomenda que o setor dos organizados tenha a capacidade reduzida.

DROGAS, BRIGAS E INVASÃO

O laudo apresentado pelo PM afirma logo em sua apresentação que, “embora tenha pouco tempo de efetiva utilização”, a Arena Corinthians “já possui um grande histórico de conflito de torcedores. Tais confrontos, vale destacar, em sua grande maioria envolvendo as torcidas organizadas do próprio clube mandante”.

Cânticos de guerra contra a PM e torcedores adversários são mencionados no relatório para exemplicar o problema. Um dos registros citado teria ocorrido na Corinthians x Coritiba, em 4 de junho. O cântico foi: “É guerra, é guerra, liberdade ou guerra”.

Houve outros problemas, como a detenção de um traficante de cocaína e de um usuário no banheiro do setor Sul durante Corinthians x o Fluminense, em 25 de setembro. Segundo o relatório, a prisão dos dois gerou reação negativa do público no setor.

“Vários torcedores que estavam nas proximidades tentaram resgastar os infratores da lei, hostilizaram os militares e entoaram cânticos e ofensas, sendo necessário o uso moderado e progressivo [da] força juntamente com técnicas e táticas de controle de multidões para reestabelecer a ordem e conduzir os indivíduos à Justiça.”

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Há relato de um confronto entre políciais e torcedores organizados no setor norte durante o intervalo do clássico contra o Palmeiras, em 17 de setembro. O motivo foi a exibição de uma faixa com a nomenclatura de uma torcida organizada, o que foi proibido pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo no início do ano.

“A Gaviões da Fiel estendeu uma faixa irregular no guarda corpo do estádio, sendo na hora do intervalo, orquestrada a retirada da faixa pelo policiamento, houve confronto.”

No mesmo jogo, o relatório da PM cita outro problema. “Houve tentativa de invasão no setor oeste inferior pela torcida organizada Estopim, pois alegaram a presença de palmeirenses no local”, registrou sobre o clássico, que teve torcida única.

No jogo entre Corinthians e Flamengo, o relatório também apontou problemas: “Ocorreu uma intervenção policial para coibir a tentativa das torcidas organizadas Gaviões da Fiel, Fiel Macabra e Camisa 12 de invadir o setor onde se encontrava a torcida do Flamengo”. O documento relata que foi evitado uma batalha campal, com a detenção de 24 indivíduos. “Já no final da partida o contrário aconteceu (…) torcedores flameguistas ficaram revoltados e tentaram invadir o setor sul, quando novamente foi necessária uma atuação policial”.

PROBLEMA É O SETOR NORTE

Ao menos é o que alega o relatório da PM.

“O grande número de problemas relacionado com a segurança na Arena está no setor norte, onde permanecem as torcidas organizadas do Corinthians. É necessária nesse local a utilização massiva de patrulhas, tanto no próprio setor quanto no campo, com a observação in loco do policiamento do que ocorre no local”, registrou.

O relatório cita que o local também recebe torcedores com direito à gratuidade, “permitindo a mistura de crianças e idosos com torcedores pertencentes a torcidas organizadas com impeto de causar a quebra da ordem”. Aponta isso como um risco.

Também alega que o espaço para os policiais trabalharem não é adequado e pode comprometer a atuação deles. “A atuação em um local que não haja possibilidade de dispersão de massa pode gerar sérios danos (lesões) ao policiamento e também ao torcedor.”

Por isso o laudo técnico propõe alterar a capacidade atual do setor (9.083) para 8.000 espectadores, com objetivo de “trazer maior segurança”.

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PONTOS VULNERÁVEIS

O documento menciona alguns pontos vulneráveis da arena e solicita que o Corinthians também tome providências imediatas para a segurança.

É citado o espaço entre os portões O e Q (esplanada leste e oeste). “Já houve tentativa de invasão, inclusive com a passagem de materiais proibidos de forma irregular, através de arremesso de mochila com artefetos pirotécnicos. O local é considerado área sensível ao policiamento”, consta em um trecho.

Já as esplanadas leste e oeste tiveram outro problema detectado. São as áreas de estacionamento. “O estacionamento permite que o torcedor estacione em frente aos portões de acesso da Arena, no entanto, há um problema quanto a segurança, visto que os torcedores trazem no interior de seu veículo qualquer tipo de material sem fiscalização ou controle”.

A área das bilheterias também é apontada como um local de atenção. Localizada ao lado do portão A, a avaliação é que “o local pode dificultar o trabalho do policiamento, visto as filas, bem como a entrada de pessoas sem ingresso nas esplanadas, com o pretexto de comprar ingressos”.

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Fonte: ESPN

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