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7 abr 2017

Plantações de coco estão morrendo por causa de desvios de água na PB, diz TCE


As plantações de coco irrigadas no perímetro das várzeas de Sousa, no Sertão paraibano, estão morrendo por conta de desvios de água no canal de irrigação que sai do complexo Coremas/Mãe D’Água até o local onde estão as plantações. As irregularidades foram denunciadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em janeiro.

O plantio de coco recebia água com origem no Distrito de Irrigação das Várzeas de Sousa (Dpivas), que era abastecido por um canal que começava no complexo de Coremas, o maior reservatório do Estado da Paraíba. O problema, segundo um relatório do TCE, é que parte desta água não estava chegando ao destino final.

00002O estudo, realizado de 2015 a 2017, aponta que de um total de 170 milhões de m³ retirados do reservatório, apenas 40 milhões chegavam para serem utilizados pelo Dpivas, uma subtração de água de aproximadamente 130 milhões de m³. Uma parte dessa perda foi para o estado do Rio Grande do Norte, enquanto a outra foi desviada através de tubulações clandestinas implantadas ao longo do canal da redenção, identificou o TCE.

O Gerente executivo do Dpivas, Ribamar de Lima, informou que o órgão utilizou apenas 23% da água que saiu do complexo e lamentou a falta de uma boa gestão do reservatório. “Usamos muito pouco dessa água, se tivesse uma gestão mais eficiente nós teríamos água para mais dois ou três anos, com certeza”, avalia.

As irregularidades afetam diretamente os produtores da região. É o caso do agricultor Ednaldo Nascimento que revelou o drama de muitos produtores que têm perdido cerca de 90% do plantio por conta da falta de água. “Já perdemos muita área que tinha no lote, está praticamente tudo morto”, relata.

O problema afeta não só os produtores de coco, mas também os moradores do município de Aparecida, que são abastecidos pelo Distrito de Irrigação e ficaram sem abastecimento de água durante dois meses.

O presidente da Agência Executiva de Gestão da Águas do Estado (Aesa), João Fernandes, disse que o órgão fez uma fiscalização rigorosa no complexo Coremas/Mãe D’Agua. Segundo ele, todas as tubulações irregulares denunciadas pelos fiscais da região já foram retiradas.

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G1 PB

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