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23 set 2017

Operação Marco Zero prende nove suspeitos de roubos a bancos no RN, Paraíba e Alagoas


A Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) da Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu nesta sexta-feira (22) oito homens e uma mulher suspeitos de envolvimento em roubos a instituições bancárias no estado. Armas e drogas foram apreendidas.

A ação foi denominada Marco Zero – uma alusão ao marco zero da cidade de Touros, no litoral potiguar, onde a quadrilha teria iniciado uma série de assaltos. “O grupo atuava de forma integrada e planejada, utilizando material explosivo, forte armamento, e veículos clonados, atuando nos estados do Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba”, afirmou o delegado Odilon Teodósio, titular da Deicor.

dinheiro

Durante o cumprimento dos mandados de prisão na casa de um dos suspeitos, foram encontrados uma pistola, crack, maconha, além de um veículo clonado. Em outra, um fuzil, dinheiro, celulares, e uma identidade falsa. Nesta segunda residência, houve confronto com os policiais e um suspeito, identificado como Manuel Messias de Araújo, mais conhecido como ‘Vaca’, acabou ferido e depois socorrido ao hospital.

No total, ainda de acordo com a Deicor, a quadrilha é apontada como responsável por pelo menos 8 crimes ocorridos desde o mês de abril. São eles:

Dia 5 de abril, roubo em João Câmara (RN);
Dia 4 de maio, roubo em Sítio Novo (RN);
Dia 1º de junho, roubo em São Miguel (RN);
Dia 9 de junho, roubo em Goianinha (RN);
Dia 30 de junho, tentativa de assalto em Canguaretama (RN);
Dia 3 de julho, roubo em Novo Lino (AL);
Dia 29 de julho, roubo em Belém (PB);
Dia 19 de setembro, roubo em Campina Grande (PB).

Investigações

A Deicor revelou também que no dia 29 de julho deste ano, armas e material explosivo foram apreendidos em uma casa em São José de Mipibu, na Grande Natal. Os artefatos seriam suficientes para explodir 200 agências bancárias. Durante a operação, também foram apreendidos diversos mapas com informações que indicavam as cidades que seriam alvo da quadrilha, a distância entre cada uma delas e o reforço policial que cada uma continha.

“A operação Marco Zero começou no dia 3 de abril, após roubos que ocorreram no município de Touros, revelando, durante as investigações, uma associação criminosa que atuava de forma organizada e planejada, atribuindo funções diferenciadas a cada integrante do grupo, tendo, entre eles, Manuel como líder, que utilizava de armas violentas nos roubos, e contra os policiais”, acrescentou o delegado Odilon Teodósio.

“A partir dos primeiros roubos em Touros, onde a quadrilha teria subtraído R$ 700 mil do Banco do Brasil, iniciamos um processo de monitoramento desse grupo criminoso. Essa organização era especializada em roubar bancos, e altamente planejada para tal fim, distribuindo atribuições diversas a seus integrantes com o fim de facilitar o cometimento dos crimes. O grupo todo era organizado entre líder, pessoas que faziam a ‘linha de frente’ para a explosão dos bancos, armeiros, olheiros, responsáveis por providenciar e adulterar carros roubados, planejadores da logística crimes, e rota de fugas, ou seja, havia uma divisão racional de trabalho e de tarefas, o que fazia da quadrilha uma verdadeira organização criminosa”, detalhou.

Fonte: G1

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