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17 maio 2019

Operação Cartola: ex-assistente cita Treze e denuncia manipulação em final do Paraibano de 2017


A primeira audiência da Operação Cartola aconteceu na tarde dessa quinta-feira, no Plenário do Fórum Criminal de João Pessoa. Lá, quatro testemunhas de acusação e um declarante deram início às sessões sobre a operação que investiga a manipulação de resultados no futebol da Paraíba. Outras duas audiências – uma com as testemunhas de defesa e outra com os réus – ainda vão acontecer nos próximos meses.

De todos os depoimentos desse primeiro momento, o que mais chamou a atenção foi o do ex-assistente de arbitragem Gilvanez Araújo. Como declarante, ele afirmou que existe um áudio no qual o ex-presidente da Comissão de Arbitragem de Futebol da Paraíba (Ceaf-PB), José Renato Soares, afirma ter vendido ao Treze um confronto contra o Botafogo-PB, na final do Campeonato Paraibano de 2017.

Inicialmente, Gilvanez Araújo citou que o Clássico Tradição negociado teria acontecido na fase semifinal da competição de 2018. O declarante se corrigiu e afirmou que quis se referir, na verdade, ao ano de 2017. Só que, naquele ano, Treze e Botafogo-PB não travaram duelo na semifinal do estadual.

Os dois clubes disputaram a decisão, com o Belo se tornando campeão paraibano. O ex-assistente também não especificou em qual dos dois jogos teria havido acordo extracampo. Na primeira partida, em Campina Grande, o Alvinegro da Estrela Vermelha venceu o Galo da Borborema por 3 a 2, em um dos grandes daquela edição. No jogo da volta, em João Pessoa, o placar foi de 1 a 1, rendendo o título paraibano ao Botafogo-PB.

Além de Gilvanez Araújo, que fez questão de prestar depoimento como declarante, outras quatro pessoas foram ouvidas, mas como testemunhas de acusação: Nosman Barreiro (ex-vice-presidente da Federação Paraibana de Futebol), além do ex-árbitro Roberto Lima e dos assistentes Dguerro Xavier e Oberto Santos. Todos eles responderam os seus depoimentos de modo muito parecido.

O promotor Reynaldo Serpa admitiu que existe uma possibilidade de que as investigações ao Treze sejam estendidas. Conforme o promotor, não havia provas suficientes para que fosse movida uma ação penal aos envolvidos que representavam o Galo da Borborema.

– No caso do Treze, não havia indícios suficientes para denunciar dirigentes do Treze. Porém, nada impede que o caso seja reaberto. Diante de novas provas, pode ser reaberto para que seja dada a continuidade à investigação – explicou.

O promotor Reynaldo Serpa afirma que todas as arestas suspeitas e colhidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) indicam que houve mesmo uma organização criminosa que movimentava o futebol paraibano em seus bastidores.

– A prova técnica da interceptação telefônica, coadjuvada com todas as provas obtidas por meio de inquérito policial, depoimentos, declarações, bem como outros documentos obtidos, súmulas, enfim. Além dos vídeos nos quais constam gravações de pessoas negociando valores para beneficiar determinados clubes. Tem reportagens da própria mídia que já davam conta dessa atuação há muito tempo. O conjunto probatório dá conta que realmente existia uma organização criminosa – disse.

A próxima audiência ficou marcada para o dia 10 de julho, agora com as testemunhas de defesa. Os réus serão ouvidos posteriormente, em uma data a ser definida.

Fonte: Globo Esporte  – PB

 

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