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17 fev 2018

O paradoxo da corrupção política como uma condenação para as gerações X, Y e Z. Você concorda?


Entendendo as gerações e os diferenciais de cada perfil etário

A geração X (nascidos entre 1965 e 1980) é conhecida pelo seu comprometimento e linearidade, isto é, pelo grande número de pessoas pragmáticas, práticas e mais confiantes. Esse público valoriza o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e tem autoestima mais elevada do que a geração anterior (baby boomers – nascidos entre 1946 – 1964).

A geração Y (nascidos entre 1981 e 2000) é conhecida pelo imediatismo e questionamentos, isto é, busca respostas, de preferência que sejam convincentes. Não criam barreiras na comunicação e no trato com pessoas hierarquicamente elevadas. Querem um trabalho que proporcione prazer, por isso tendem a mudar de carreira muitas vezes. Dessa forma, a geração Y usa mais tecnologia e, com isso, enxerga um mundo mais conectado e com menos barreiras.

A transição de paradigmas e sua disrupção decorreu-se com a novíssima geração Z (nascidos a partir do século XXI – hoje uma geração com 18 anos de idade) denomina-se com a última letra do alfabeto a partir do termo “zapear”, ato de trocar constantemente de canal de televisão. O que diferencia este novo grupo da geração X, que teve que se adaptar à chegada das novas tecnologias, e da Y, que cresceu juntamente com o desenvolvimento da modernidade, é a habilidade e intimidade com as novas tecnologias e a velocidade da informação é encarada como muito natural. (Fonte: www.catho.com.br)

Paradoxalmente e absurdamente, a corrupção pode estar condenando o Brasil a viver como país subdesenvolvido, ao atingir as gerações X, Y e Z. O descrédito do político generalizou-se em nosso país, e isso definitivamente não foi obra do acaso. Vivemos uma crise sem precedentes, mas sempre que houver um impasse haverá uma saída. A mudança, por definição, requer esforço. O atual cenário político não surgiu do dia para noite. O bem e o mal nas organizações são frutos de processos estruturados, tendo o recurso humano (o homem público, diga-se de passagem) como a essência de tudo.  Tem sido recorrente o tema dos desvios (corrupção) éticos na política, no judiciário e nas grandes corporações, infelizmente isso é verdade e serve até como motivo de piada. Assim como eu, você deve estar incomodado, talvez até angustiado, mas o que você tem feito para mudar essa situação?

Nos anos 1980, quando me apresentaram, na escola Jovelina Gomes, a “Pirâmide” Etária do Brasil, fiquei impressionado com a quantidade de crianças que estavam em sua base (IBGE, 2016). Três irmãos e eu estávamos lá, bem na base, sendo que um deles estava com alguns anos de escolaridade mais avançados (somos, portanto, parte da geração X e hoje já sentimos os efeitos perversos) vendo nossos pais geração anterior (década de 1930) à Baby Boomers – nascidos entre 1940 e 1964) um pouco mais acima da pirâmide, trabalhando como loucos para nos sustentar.

O Brasil seria o “País do Futuro” pois, no “futuro”, a População Economicamente Ativa (PEA) – pessoas entre 15 e 65 anos – superaria o número de “dependentes” (crianças e idosos). Vejam no gráfico a seguir que o futuro já chegou!

O atual período que estamos vivendo no Brasil é exatamente o momento em que muitos países, hoje desenvolvidos, enriqueceram. Parece óbvio, não? Muita gente com capacidade para produzir e pouca gente dependente.

Mas, ironicamente, no momento em que eu, você e toda a população economicamente ativa no Brasil estamos em melhores condições para produzir e enriquecer o país, estamos passando por um dos piores momentos de nossa história política e econômica, uma doença da política brasileira chamada “CORRUPÇÃO CRIMINOSA E ININTERRUPTA”.

Seremos, assim como em muitos países desenvolvidos, milhares e milhares de idosos sustentados pelo Estado. A questão é que, lá fora, muitas nações estão ricas e desenvolvidas para administrar este problema, enquanto que aqui ainda poderemos continuar a ser um país pobre e subdesenvolvido, com problemas sérios e cada vez maiores de infraestrutura logística e sociais. E o que mais me incomoda nisso tudo é que a herança dessa corrupção vai ficar para os nossos filhos e netos, ou seja, para as gerações presentes e para as que estão por vir.

Não costumo me conformar com a corrupção generalizada no país. É preciso dar um bastar nessa doença. Alguma melhoria nesse cenário é melhor do que nenhuma e a expectativa da população brasileira por uma solução ótima não deveria bloquear o que se pode fazer agora. Você concorda ou não? Essas questões soam estranhas (para ti)? É de se pensar (e nesse caso conversemos).

 

Da Redação – UIRAUNA.NET 

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