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11 abr 2018

O (des)acontecer das coisas da vida, uma reflexão sobre a fugacidade do tempo


Por Carlos Alves

 

Sem que a gente perceba as coisas acontecem, mas também “desacontecem”: o dia amanhece, a noite escurece, surge as estrelas e você não percebe. O sol surge, com ele uma carga de luminosidade. Você acorda e nem lembra que está vivo e precisa viver. Lembra unicamente do relógio que tem hora marcada pra tudo, que até os órgãos que não pensam, seguem as horas. O relógio marca as horas… O ponteiro gira dentro dele … É seu mestre, seu senhor te escravizando. Ele diz a cada segundo: mais um! Mais um! Mais um! Na sua cabeça é mais um, no seu tempo é: menos um! Menos um! Menos um! Segue a vida no compasso de ponto marcado. Você se preocupa em marcar o ponto, porém não vê o de repente: de repente 10. De repente 20. De repente 30, 40, 50 anos. Apenas os velhos retratos lembram que os dias se passaram e que você não os teceram e muito menos aceitado o convite pro baile da felicidade que a natureza tem proporcionado. Você segue à vida, sem seguir a vida. E as coisas (des)acontecem sem que ninguém perceba. De domingo a domingo sua rotina derrete sua retina. De segunda a segundo seu coração é vagabundo. De Sábado a sábado sua boca não se abre. De sexta a sexta sua cabeça vira pelo avesso. De mês em mês seu corpo é freguês. De ano em ano, você completa ano. De lua em lua sua alma fica nua, De chuva em chuva seu corpo inunda, de dia em dia, o tempo acaba com a vida!

A desesperança deixa o mundo opaco, pálido. O mundo não é cinza, são suas retinas. É você que não admite enxergar a mistura de cores que colore os dias. Você não percebeu que a beleza da noite está na escuridão. É a escuridão que dá brilho as estrelas, mas veio a luz elétrica e apagou o escurecer!

Viver já não é mais questão de perceber e sim de sentir. O acaso não acontece por acaso, acontece porque faz parte do acaso. O mundo gira pra marcar o seu tempo, afinal, os dias são contados através da volta que a terra dá em torno do sol.

Então, seja escuridão para quem quer brilhar, mas seja estrela quando tudo estiver escuro. Seja como a terra; dê a volta em torno do sol, mas nem tão perto pra não se queimar, nem tão longe para não congelar. Mas gire, gire junto com a terra e como a terra gira, se reinventado sempre nessa nave misteriosa chamada vida.

 

 

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