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15 maio 2018

No dia do leilão, tríplex atribuído a Lula tem primeiro lance de R$ 2,2 milhões


O tríplex atribuído a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no condomínio Solaris, no Guarujá (SP) – que levou à condenação do ex-presidente – recebeu o seu primeiro lance online às 21h dessa segunda-feira (14). De acordo com a Marangoni Leilões, responsável pela venda do apartamento, o interessado deu o lance inicial de R$ 2,2 milhões pelo imóvel.

Esse, inclusive, é o valor no qual a Justiça estimou o  tríplex de 215 metros quadrados, quatro dormitórios e duas suítes – além de piscina, churrasqueira e um elevador privativo que integra os três andares.

 

O lance se deu a poucas horas do fim do pregão do leilão do apartamento, marcado para essa terça-feira (15). Devido à proximidade do leilão, o  site responsável pelo registro dos lances está recebendo propostas só até as 15h de hoje.

A identidade da única pessoa interessada do apartamento mais polêmico do País não foi divulgada. Pelo cadastro do comprador no site, é possível saber apenas que ele é de Piracicaba, no interior de São Paulo. A proposta ainda pode ser coberta por outros interessados.

No fim de janeiro, o juiz federal Sérgio Moro  determinou a venda, em leilão público, do imóvel. A decisão foi tomada após o ele ter sido penhorado a pedido da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Justiça Distrital de Brasília, em processo da empresa Macife contra a OAS. Segundo a defesa do petista, a decisão dessa penhora, pela própria Justiça, comprovaria ser a OAS a verdadeira dona do imóvel – e não o ex-presidente.

Prisão do ex-presidente

Lula foi condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro, sendo preso no dia 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi condenado após acusação de ter sido beneficiado com o repasse de R$ 3,7 milhões para a compra e reforma do tríplex no Guarujá (SP). Deste valor, uma parte teria sido utilizada para o armazenamento, entre 2011 e 2016, de presentes que Lula recebeu durante os mandatos como presidente.

De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS , como a instalação de um elevador privativo, eram parte de pagamento de propina da empreiteira a Lula por supostamente tê-la favorecido em contratos com a Petrobras.

Outras ações contra Lula

Além do processo sobre o tríplex, o ex-presidente responde ainda a outras seis ações penais, sendo quatro na Justiça Federal em Brasília e outras duas com o próprio juiz Sérgio Moro em Curitiba. No Paraná, o petista é réu em ações sobre propina da Odebrecht mediante à compra de um terreno para o instituto do ex-presidente e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP), e sobre o sítio em Atibaia (SP).

Já na capital federal, o ex-presidente responde por suposto crime de tráfico de influência no BNDES para favorecer a Odebrecht, por suposta tentativa de obstrução à Justiça no episódio que levou o ex-senador Delcídio do Amaral à prisão, por tráfico de influência na compra de caças suecos da Saab e por supostamente ter favorecido montadoras com a edição de medida provisória em 2009. Lula nega todas as acusações, incluindo sobre o  tríplex .

 

Fonte: iG

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