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13 nov 2015

Não é só nos números: “JN” vive fase ruim em escolhas editoriais


marcelorezende-cidadealertaNesta terça-feira (10), o “Jornal Nacional” certamente viveu uma de suas piores derrotas em audiência desde que foi ao ar pela primeira vez, em 1 de setembro de 1969. Perdeu por um placar de 27 a 20 pontos da novela “Os Dez Mandamentos”, da Record, que exibiu sua cena mais esperada: a abertura do Mar Vermelho.

Em dado momento, o Ibope apontava 28 a 17 para a trama bíblica, uma diferença absurda de 11 pontos na Grande São Paulo. Logicamente, “Os Dez Mandamentos” está em seu auge e é um fenômeno, mas não dá para relativizar alguns defeitos que o principal telejornal da TV tem cometido nas últimas semanas.

Na edição de confronto contra o Mar Vermelho, por exemplo, as duas matérias que abriram o noticiário não foram sobre repercussão do caso que ocorre em Mariana (MG) ou de um tiroteio intenso que aconteceu na Linha Vermelha, uma das principais vias do Rio de Janeiro.
Na verdade, a primeira reportagem mostrada dizia que “rede social causa tristeza” e a segunda foi sobre a procura por emprego. Com edição e ares de “pauta fria” ou de “Jornal Hoje de sábado”, essas matérias já afastam o público que fica no jornal, que tem sofrido com a forte concorrência.

Como disse acima, explicaria se essas pautas abrissem o telejornal de sábado, que de fato não tem muito factual. Em dia de semana, é inadmissível. Além disso, como tem sido esticado para bater de frente com a trama da Record, o “JN” também tem usado e abusado de pautas de gaveta em seu fim. Com isso, o telejornal que sempre foi ligeiro, rápido e dinâmico, ficou chato, arrastado e ruim de se ver. Ganhou ares de revista eletrônica forçada. E se é para colocar algo desse tipo no ar, sugiro à Globo que troque o “JN” pelo “Jornal Hoje”, que faz isso com muito mais acerto e naturalidade.

O “Jornal Nacional” sempre foi um jornal de VTs rápidos, notícias factuais e diretas, encerradas por uma série de reportagens sobre temas da atualidade. Agora, ele começa ameno e só lá pelo meio é que fica factual. Até mesmo ontem, no dia da morte de uma das principais jornalistas da Globo no Rio, Sandra Moreyra, o “JN” acabou não fazendo uma matéria à altura. O VT foi exibido no meio dele, e não foi longo – bem curto, aliás. O normal é que fosse no fim e que terminasse em silêncio, o que não aconteceu.

Na busca por um meio termo para confrontar um fenômeno, o “Jornal Nacional” perdeu a própria identidade. As derrotas para “Os Dez Mandamentos” fez a qualidade final do produto cair. Claro, enfrentar um fenômeno é difícil, mas isso não justifica abrir um telejornal com pauta fria.

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