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3 set 2018

Museu Nacional: repasses federais caíram pela metade nos últimos 5 anos


Acometido por um incêndio de proporções catastróficas no domingo (2), o Museu Nacional do Rio de Janeiro vinha recebendo, nos últimos anos, recursos bem abaixo do que precisava para se manter de pé.

De 2013 para cá, em razão da crise econômica e da política de ajuste fiscal e cortes do governo federal, os repasses ao Museu Nacional cariam pela metade. De recursos para o custeio do pessoal a bolsas para estudos científicas, passando por valores para a manutenção, o ingresso de dinheiro minguou em todas as frentes.

Apenas os recursos oriundos do MEC (Ministério da Educação) e do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), conforme apurou o jornal Folha de S.Paulo, recuaram de R$ 1,3 milhão em 2013, em valores corrigidos pela inflação, para R$ 643 em 2017 – uma queda de 49%.

Já os valores para a manutenção do funcionamento do museu decresceu de R$ 709 mil em 2013 (valor também corrigido pela inflação) para R$ 166 mil no ano passado. As bolsas de estudo foram reduzidas de R$ 446 mil para R$ 163 mil.

Leia também: Museu Nacional do Rio de Janeiro: para pesquisadores, dano é “irreparável”

Já neste ano de 2018, embora o governo tenha se comprometido a repassar R$ 204 mil para a instituição, apenas R$ 98 mil chegou aos cofres do museu.

Para Rossieli Soares da Silva, ministro da Educação de Michel Temer (MDB) , a responsabilidade é sim do governo, mas não só. “Sim, a responsabilidade é do governo federal, é da sociedade de uma forma em geral, mas não é exclusiva de agora”.

Criado em 6 de junho de 1818 por D. João VI, o museu incendiado é uma instituição autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vinculada ao Ministério da Educação.

O museu, que já foi residência da família real portuguesa, continha um acervo histórico de cerca de 20 milhões de itens. Em exposição, estavam a coleção egípcia, que começou a ser adquirida por D. Pedro I ; a coleção de arte da Imperatriz Teresa Cristina; e o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizado de “Luzia”.

Apesar de sua importância cultural e histórica, o Museu Nacional também foi afetado pela crise financeira da UFRJ e está há pelo menos três anos funcionando com orçamento reduzido. A instituição chegou a anunciar uma “vaquinha virtual” para arrecadar R$ 100 mil e reabrir a sala mais importante do acervo, onde fica a instalação do dinossauro Dino Prata.

 

Fonte: iG

 

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