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7 jan 2017

Ministério Público diz já ter denunciado facções criminosas que atuam em Roraima


O Ministério Público de Roraima (MP-RR) informou nesta sexta-feira (6) que desde 2005 busca na Justiça uma solução para problemas estruturais existentes no sistema prisional do Estado. A Promotoria garante que, em novembro de 2014, denunciou aproximadamente 100 integrantes de facções criminosas.

“A situação à época foi veementemente negada à imprensa pelo Poder Executivo estadual. O pedido do Ministério Público de Roraima aguarda manifestação da Justiça”, informou, por meio de nota.

Nesta sexta-feira, 31 presos foram mortos hoje na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), na zona Rural de Boa Vista, capital do Estado. A Secretaria de Justiça e Cidadania descartou a possibilidade de os assassinatos estarem associados à guerra entre organizações criminosas. Inicialmente, foi divulgado que o número de vítimas fatais chegava a 33.

De acordo com o Ministério Público, desde 2016 os presos estão separados em diferentes estabelecimentos prisionais, de acordo com a facção criminosa a que afirmam estar ligados, então, os presos mortos hoje, ou integram o Primeiro Comando da Capital (PCC) ou não têm vínculos com nenhuma organização criminosa. Os presos do Comando Vermelho e da Famíla do Norte (FDN) estariam na cadeia pública.

A secretaria descartou ainda que as mortes possam ser uma vingança ao que aconteceu em Manaus, nos dias 1º e 2 de janeiro, onde ocorreu o assassinato de pelo menos 56 presos supostamente ligados ao PCC por integrantes da FDN, grupo ligado ao Comando Vermelho.

O Ministério Público informou que está acompanhando o caso das mortes dos detentos e aguarda a conclusão das investigações para adotar as medidas cabíveis. Ontem (5), a Promotoria de Justiça, com atuação junto à Vara de Execução Penal, protocolou na Justiça pedido de transferência de nove presos da Penitenciária Agrícola para presídios federais, em razão de grave indisciplina. O pedido também aguarda decisão judicial.

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Manaus

Detentos transferidos para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, após a chacina no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), provocaram uma confusão na tarde de hoje (6) na unidade.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, não houve rebelião, mas os presos fizeram um tumulto para reivindicar mais espaço. A cadeia estava desativada desde outubro de 2016 por falta de estrutura.

De acordo com o secretário, 286 detentos foram transferidos para a unidade e devem permanecer lá por cerca de três meses. O local teve policiamento reforçado em possíveis pontos de fuga. Assim como em outros presídios de Manaus, as visitas na unidade estão suspensas.

Somando as mortes do Compaj com as do presídio em Roraima, o ano de 2017 começou com 87 mortes por assassinato em penitenciárias brasileiras.

* Com informações da Agência Brasil

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