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19 jan 2017

Ministério da Saúde confirma a morte de oito pessoas por febre amarela


O último boletim epidemiológico sobre febre amarela em Minas Gerais aponta que o número de casos suspeitos chegou a 206 no Estado. Os novos dados foram divulgados no final da tarde desta quarta-feira (18) pela Secretaria do de Saúde do Estado. Também foram confirmadas oito mortes pela infecção aguda pelo Ministério da Saúde.

Dos oito óbitos, três foram confirmados como sendo febre amarela silvestre pelo Instituto Evandro Chagas, um pelo Instituto Adolfo Lutz e outros seguem em investigação para saber se ocorreu em decorrência da vacinação – algo raro e que pode ocorrer em pessoas com contraindicação para o imunizante, como no caso dos imunodepressivos, informou Eduardo Hage, diretor do departamento de vigilância epidemiológica da pasta.

A Secretaria de Saúde também investiga 53 óbitos suspeitos, sendo que 22 são considerados óbitos prováveis.  Foram oito mortes só em Ladainha, quatro em Piedade de Caratinga, duas em Ipanema, outras duas em Malacacheta, e o restante distribuído por Imbé de Minas, Ubaporanga, São Sebastião do Maranhão, Itambacuri, Poté e Setubinha.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a situação está “sob controle”. “Há o surto em Minas Gerais, mas esperamos a eficiência dos Estados e municípios (para o controle da doença)”, afirmou em coletiva de imprensa no final da tarde. Logo em seguida, entretanto, ele afirmou que o estado é de alerta e que as pessoas que moram próximas às regiões de surto devem regularizar o calendário de vacinação.

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Aumento da cobertura de vacinação

Eduardo Hage anunciou que já foram adquiridas 25 milhões de doses da vacina para o ano de 2017. No ano passado, foram 16 milhões de unidades. Atualmente, são 19 Estados na área de recomendação da vacina de febre amarela, mas Rio de Janeiro e Espírito Santo, que estão fora, pediram um reforço para vacinação nas áreas próximas a Minas Gerais. Já se sabe que há seis casos suspeitos da doença em quatro municípios do Espírito Santo.

Ricardo Barros espera que os Estados possam atuar como São Paulo, “que percebeu os casos de mortes de macacos pelo vírus, reforçou a vacinação e pôde controlar a situação”. A febre amarela é transmitida por mosquitos silvestres, atualmente, mas seu principal hospedeiro são macacos. Segundo Eduardo Hage, ainda não é possível a circulação de febre amarela nos animais. Mas os óbitos são precedentes de um possível surto nas regiões.

Para intensificação da vacinação em 26 municípios de Espírito Santo, foram enviadas 500 mil doses extras do imunizante. Já para o Rio de Janeiro foram enviadas 350 mil doses a mais. Bahia, que já está na área de recomendação, também ganhará um reforço de 400 mil doses pela proximidade com a região do surto. Como parte da rotina do Calendário de Vacinação, o Ministério já havia distribuído 650 mil doses para todo o País.

Apesar de haver a recomendação da vacina em 19 Estados do País, os moradores ou viajantes não são obrigados a se imunizar contra a febre amarela, explicou Eduardo Hage.

Fonte: iG

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