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7 fev 2018

Migalha de faturamento e lucro, 36% de salários milionários e um terço de jatinho e helicóptero


Os clubes não quiseram pagar a conta, e o Campeonato Brasileiro irá continuar sem o agora famoso VAR, o sistema de arbitragem por vídeo. Em um cenário em que lucro é algo raro e as dívidas são enormes, até é possível compreender a economia “porca”. Difícil é justificar que a CBF não possa pagar os R$ 20 milhões estimados para cobrir as despesas dos 380 jogos da competição.

Pelos números do balanço oficial da entidade, essa quantia não faria “cócegas” nas finanças da entidade. Os valores são das contas da CBF de 2016. Os de 2017 não foram divulgados e os de 2018 devem ser bem maiores, já que em ano de Copa entre ainda mais dinheiro nos cofres.

Em 2016, a CBF faturou R$ 598 milhões, Ou seja: o custo da arbitragem por vídeo consumiria apenas 3% das receitas da entidade. A maior parte do dinheiro da confederação vem de patrocínios: R$ 411 milhões.

De 2013 a 2016, ou apenas quatro anos, a CBF teve lucro líquido (depois até do pagamento de impostos) de R$ 222 milhões, o que significa dizer que o VAR representaria só 10% do lucro do período.

A confederação que rejeita pagar a arbitragem de vídeo torra muito dinheiro com seus cartolas e outros luxos.

Pelo balanço de 2016, a CBF, que não divulga no documento seu número de funcionários, torrou R$ 55 milhões em salários. Apenas o então presidente Marco Polo del Nero, hoje afastado pela Fifa por suspeitas de corrupção, ganhava mais de R$ 200 mil mensais. Contando encargos, sua conta anual se aproxima dos R$ 5 milhões.

Naquele ano, a entidade pagava também uma “ajuda de custo” de R$ 20 mil mensais para cada um dos 27 presidentes das federações estaduais, em uma despesa anual, sem contar encargos, de R$ 6,5 milhões.

No total, a CBF diz que repassou R$ 26 milhões para as federações estaduais. Dava para pagar o VAR e ainda sobrariam R$ 6 milhões.

A entidade ainda afirmou ter gasto R$ 119 milhões em “despesas administrativas”. Foram R$ 53,5 milhões para “despesas gerais referentes a administração predial, utilidades, serviços gerais das áreas de apoio”, outros R$ 32,5 milhões para “despesas referentes aos serviços profissionais, tais como: assessoria contábil, auditorias, consultorias, taxas e serviços advocatícios, serviços de tecnologia da informação, além de outros prestadores de serviços especializados” e mais R$ 33,2 milhões para  “despesas de ativação, operação, intermediação e despesas gerais referentes as atividades de marketing e publicidade de seleções e competições”.

O VAR então custaria só 17% das “despesas administrativas” da CBF.

Se quisesse vender suas “aeronaves”, a confederação poderia pagar a arbitragem de vídeo por 3 anos. Em seu balanço de 2016, a entidade estima em R$ 60 milhões o valor de um jatinho e um helicóptero que possui e que rasgam os céus para transportar os cartolas.

O avião é um Cessna 680, modelo luxuoso e que teve um modelo recentemente também comprado por Neymar por quase R$ 40 milhões.

 

 

Fonte: ESPN

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