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5 jan 2015

Jovem negro na PB tem 13 vezes mais risco de assassinato


O risco de morte violenta de um jovem negro na Paraíba é 13 vezes maior que o de um jovem branco. O estado é também o segundo do país na escala de vulnerabilidade elaborada pela Secretaria Nacional de Juventude. A violência e desigualdade racial que vitima os jovens paraibanos é considerada de “alto risco”, segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ), divulgado nesta segunda-feira (5), com dados de 2012. Veja aqui o estudo na íntegra.

Na Paraíba, o risco de morte violenta de um jovem negro é 13,40 vezes maior que o observado para um jovem branco. Em Pernambuco, o risco é 11,57 vezes maior, em Alagoas é 8,75 vezes maior e no Ceará é de 4,01 vezes. A média do país é de que jovens negros têm 2,5 mais chances de morrer violentamente do que jovens brancos.

Os valores da escala IVJ indicam, quanto mais próximos de 1, maior a proporção de jovens negros no contexto de vulnerabilidade em relação a jovens brancos. O estado com o maior valor na escala de vulnerabilidade dos jovens é Alagoas (0,608), seguido da Paraíba (0,517), Pernambuco (0,506) e Ceará (0,502).

A Paraíba também tem indicador 0,659 de mortalidade por homicídio de jovens; o valor 0,394 para mortes de jovens por acidente de trânsito; taxa de 0,678 na frequência à escola e situação de emprego; índice de pobreza de 0,692; e indicador de desigualdade de 0,196.

A estatística do Governo Federal classifica as 27 unidades federativas, incorporando na dimensão violência entre jovens um indicador de desigualdade racial. O índice IVJ é calculado pela razão entre a taxa de mortalidade violenta de jovens negros e a taxa de mortalidade violenta de jovens brancos.

Os quatro estados que apresentaram maior IVJ estão no Nordeste (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Ceará). Os cinco menores índices são de quatro estados do Sul e Sudeste (São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais).

“Em conclusão, os dois conjuntos de indicadores constituem-se, ao final, em uma ferramenta de análise das condições de vida da população jovem do Brasil, com destaque para a influência da desigualdade racial. A violência letal concentra-se em determinadas áreas e atinge grupos sociais específicos, indicando, muitas vezes, características significativamente semelhantes: falta de equipamentos e serviços públicos,

assentamentos precários, disseminação de armas de fogo, eventual presença de organizadores do crime, estigmatização por parte da mídia e da sociedade em geral, bem como fatores raciais associados”, assinala o estudo.

“A experiência acumulada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública na compilação e tratamento de informações demonstra que, ao desenvolver indicadores que permitem identificar os municípios e unidades federativas com mais adolescentes e jovens vulneráveis à violência, contribuímos para que se possa investir justamente nos territórios e grupos sociais que mais necessitam de ações que possam reverter essa condição”, concluem os pesquisadores.

Índice de Vulnerabilidade da Juventude

Para efeitos de classificação, a categoria “negros”, foi formada pelas categorias “pretos” e “pardos” e a categoria “brancos” é formada por “brancos” e “amarelos”. O IVJ faz um levantamento da violência entre os jovens de 12 a 29 anos, a frequência à escola e situação de emprego, a pobreza no município e escolaridade, além da taxa de mortalidade violenta de jovens negros e a taxa de mortalidade violenta de jovens brancos. A pesquisa tem como universo de análise os municípios com mais de 100 mil habitantes no Brasil.

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