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7 fev 2016

Jogos Olímpicos, Lava Jato, Neymar e Pelé abrem desfiles da crise no Rio de Janeiro


A reclamação foi geral: a crise chegou às escolas de samba e vai afetar os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro este ano. Ainda assim, disseram todas, o trabalho foi bem feito e todo mundo deu um jeito de colocar na rua um Carnaval à altura do tamanho atual da festa. O resultado poderá ser visto a partir das 21h30 deste domingo, quando a Estácio de Sá, campeã da Série A (acesso), abre as apresentações das 12 agremiações.

Outras cinco escolas desfilam hoje (na ordem): União da Ilha, Beija-Flor, Grande Rio, Mocidade e Unidos da Tijuca.

Cada uma delas, de alguma forma, sentiu a crise – umas mais que outras, sobretudo quem acaba de voltar ao Especial, como a Estácio. Mas teve escola que chegou a contar com patrocínio, que nunca chegou. Outra, dizem, ganhou R$ 15 milhões, número não confirmado.

A Beija-Flor, campeã, teria recusado R$ 11 milhões por em enredo patrocinado. Mesmo sem os recursos do ano passado, a escola de Nilópolis é uma das favoritas. Saiba mais sobre as seis escolas que desfilam neste domingo e as expectativas:

Sambódromo do Rio de Janeiro

Sambódromo do Rio de Janeiro

ESTÁCIO DE SÁ

A campeã da Série A em 2015 retorna ao Grupo Especial abrindo os desfiles da Marquês de Sapucaí neste domingo. A escola aposta em um enredo religioso, sobre São Jorge, para não voltar ao Acesso – missão cada vez mais difícil desde que apenas a última colocada passou a ser rebaixada em disputas com 12 agremiações. A partir de então, apenas a União da Ilha se salvou, subindo em 2009 e permanecendo em 2010 com um suado 11º lugar. A Estácio de Sá não desfila no Especial desde 2007. Na ocasião, a escola havia acabado de subir após nove anos no Acesso (sendo um no Grupo B), mas ficou em 13º e caiu novamente, só retornando agora. A briga em 2016 é para não cair, mas a escola tem história e deve pisar firme na Sapucaí.

UNIÃO DA ILHA

Os insulanos foram um dos primeiros a anunciar o enredo para 2016. Antes ainda do desfile de 2015, o presidente da escola, Ney Filardis, confirmou que levaria uma apresentação com temática olímpica, aproveitando os Jogos do Rio, para a Sapucaí, numa aposta clara nos possíveis patrocínios. Mas o dinheiro não chegou. A crise que atingiu o país foi sentida no Carnaval, e ainda mais na Ilha, que teve que se virar. Filardis chegou a criticar a prefeitura publicamente. Uma disputa para voltar no Sábado das Campeãs é improvável, e é mais possível que briga na parte de baixo da classificação. Isso depois de uma apresentação problemática em 2015, quando a escola “morreu” na parte final do desfile. As baianas foram as que mais reclamaram da roupa “pesada”. Para este ano, a Ilha promete levar uma seleção de atletas para a avenida. Portanto, cansaço não deve ser o problema.

BEIJA-FLOR

Campeã no ano passado com um enredo polêmico – e patrocínio mais ainda – sobre Guiné Equatorial. A escola nunca confirmou, mas há quem garante que R$ 10 milhões foi o custo do Carnaval da Beija-Flor, Os dirigentes gastaram muita saliva para explicar que a apresentação seria sobre um país, sem exaltações ao ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, oq eu de fato aconteceu. Talvez por causa desta experiência, a agremiação fugiu das polêmicas. O diretor de Carnaval, Laíla, contou até recusado R$ 11 milhões de patrocínio de um enredo sobre Ronaldo Fenômeno. A escola preferiu falar sobre o Marquês de Sapucaí, que batiza a passarela do samba, e sua cidade natal, Nova Lima (MG). A busca por patrocínio, mesmo que mais modesta, foi mantida em tempos de crise. Ainda assim, a Beija-Flor briga por título.

GRANDE RIO

A escola de Duque de Caxias segue sua busca pelo título inédito. É verdade que o feito esteve mais próximo em outros anos, mas a expectativa é boa para 2016. Ainda mais após a experiência de 2015, quando a escola, longe das favoritas, conseguiu um inesperado terceiro lugar. Por isso, todo otimismo é justificável. O enredo sobre o Santos suscitou as mesmas suspeitas sobre patrocínio com dinheiro público, mas escola e prefeitura negam qualquer repasse. O que não quer dizer que a Grande Rio ficou sem ver a cor da grana. Fala-se em R$ 15 milhões, dados por uma empresa que atua no Porto de Santos. Se o número for real, não faltarão recursos ao carnavalesco Fábio Ricardo, um dos mais aclamados nomes da safra recente de artistas do Carnaval. Pesa contra o samba, considerado um dos piores do ano. Pelé e Neymar devem ganhar destaque no desfile.

MOCIDADE INDEPENDENTE

A crítica social, que andava sumida da Sapucaí, volta a aparecer em 2016 pela Mocidade. A escola vai de Dom Quixote para mostrar as mazelas do país, em um passeio pelo Brasil por meio dos autores mais famosos de cada região e suas obras. Como o samba já sugere, haverá citações à Operação Lava Jato e os recentes casos de corrupção, em um tom, garante os carnavalescos, nada triste. A dupla formada por Alexandre Louzada e Edson Pereira substitui Paulo Barros, que deixou Padre Miguel em uma conturbada mudança para Portela. A ideia é, pelo menos, voltar ao desfile das campeãs, o que não acontece desde 2003. Título, a princípio, ainda parece um sonho distante – o último foi em 1996.

UNIDOS DA TIJUCA

A suposta “sombra” que Paulo Barros fazia sobre a comissão de Carnaval da Unidos da Tijuca, se de fato existia, já não se faz presente. Mas os carnavalescos da escola garantem que o legado deixado pelo artista, talvez o nome de maior destaque dos desfiles atualmente, é não só admitida como exaltada por gente como Helcio Paim, que trabalhou com Barros na própria agremiação tijucana e chama o ex-parceiro de “gênio”. Por isso a escola promete manter as alegorias vivas e outras marcas do antigo carnavalesco, hoje na Portela. A escola terminou cedo os trabalhos no barracão e nem a falta de patrocínio foi motivo de reclamação. A Tijuca esperava receber dinheiro com o enredo sobre o campo, em que a cidade de Sorriso (MT) como estrela principal, mas nada pingou na conta da agremiação. Mesmo assim, garantem carnavalescos e dirigentes, a escola está na briga pelo título e a crise, pelo visto, não foi tão percebida no Borel.

  Fonte: Band 

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