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18 mar 2016

“JN” tem edições mais longas desde ataques em Paris e some com Maju


A gravidade da crise política anda rendendo edições com padrão histórico do “Jornal Nacional”. O principal noticiário do país vem tendo sua duração esticada e totalmente dedicada a acompanhar o noticiário de Brasília.

Nesta quinta-feira (17), dia em que o ex-presidente Lula tomou posse como ministro-chefe da Casa Civil e depois teve ato suspenso com liminar, o “JN” teve mais de uma hora de conteúdo, sem ser acrescido o tempo dos breaks. Situação similar ocorreu recentemente somente no dia da condução coercitiva do líder petista (4 de março) e no dia seguinte aos atentados terroristas em Paris (14 de novembro).

Tanto ontem quanto na quarta (16), o “Jornal Nacional” não contou com nenhuma outra pauta que não fosse relacionada ao turbilhão da política nacional e a reação das ruas aos ocorridos. Nada mais foi assunto. Até mesmo a previsão do tempo, comandada por Maria Júlia Coutinho, acabou de fora. Assim como os gols dos times brasileiros na Taça Libertadores, tradicionalmente exibidos no telejornal.
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O caráter monotemático do “JN” é fato raro. Mesmo no dia após os ataques na capital francesa, houve espaço, ainda que de forma breve, para a repercussão de outros temas, como o GP Brasil de Fórmula 1 e a luta contra a epidemia do ebola.

Nos últimos anos, outros dos poucos temas que renderam edições integrais do telejornal sobre eles foram a morte do terrorista Osama Bin Laden e o apagão em 18 estados ocorrido em 2009.

O “Jornal da Record” dos dois últimos dias também teve dedicação exclusiva para a cobertura política, igualmente deixando de lado inclusive sua previsão do tempo, essa apresentada por Patrícia Costa.

Ontem, o “JR” se destacou com uma matéria especial de Eduardo Ribeiro sobre os dois anos da operação Lava Jato. O repórter mostrou imagens inéditas dos bastidores do comando da empreitada em Curitiba e conseguiu até mesmo entrar no prédio em que ficam as carceragens.

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No “JN”, o destaque foi um clipe que exibiu diversas das recentes manifestações, inclusive os gritos de “abaixo a Rede Globo” proferidos dentro do Palácio do Planalto durante a posse dos novos ministros. O VT foi antecedido e sucedido por comentários de William Bonner em tom de editorial. Sobre os protestos em geral, a classificação foi de que “isso é bom para democracia, que se fortalece quando todo cidadão se sente livre para ter a sua voz ouvida”.

Já sobre as citações diretas contra a emissora, foi reproduzida uma frase usada por Sandra Annenberg desde a transmissão ao vivo de mais cedo e replicada diversas vezes também na Globo News: “a imprensa não produz grampos nem conduz investigações, mas sim cumpre o dever de informar sobre elas sem restrições”.

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O colunista Lucas Félix mostra um panorama desse surpreendente território que é a TV brasileira. Ele também edita o http://territoriodeideias.blogspot.com.br e está no Twitter (@lucasfelix)

   Fonte: Na Telinha 

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