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25 set 2016

Fugindo do tradicional, “Justiça” é o grande produto da Globo em 2016


Chegou ao fim nesta sexta-feira (23), a minissérie “Justiça“, escrita por Manuela Dias com direção de José Luiz Villamarim na Globo.
Contando quatro histórias distintas, mas que se entrelaçam, “Justiça” fugiu do óbvio, do eixo Rio-São Paulo, do final tradicional e com um texto denso, realista e urbano, cativou e impressionou o telespectador.
Protagonista, coadjuvante e fundamental 

O grande ponto chave das histórias da minissérie foi Celso (Vladimir Brichta), que flutuou por todas elas. Seja dando uma mãozinha para Vicente (Jesuíta Barbosa), Débora (Luísa Arraes), se envolvendo com Rose (Jéssica Ellen) ou tomando a mulher de Douglas (Enrique Díaz). Celso foi o personagem que mais teve suas nuances exploradas e facetas descobertas.

“Justiça” não inventou a roda, mas é um gênero pouco explorado. A maneira fluída e natural com que as histórias se interligaram fez com que o telespectador pudesse ver um tipo de “bastidor” do que estava sendo contado. Sempre havia uma cortina a ser aberta por trás. justica
Manuela Dias conseguiu fazer uma última semana eletrizante, pontuando os finais de maneira convincente, sem apelar para o clichê por clichê.
Mayara (Júlia Dalavia), por exemplo, filha de Fátima (Adriana Esteves), terminou na prostituição, o que provavelmente continuaria desapontando sua mãe. Aliás, Fátima é quem teve o final mais próximo de um clichê básico, mas não poderia ser diferente. Foi sua redenção.
Regina (Camila Márdila) ensaiava uma vingança (ou justiça, como ela poderia dizer) contra Elisa (Débora Bloch), a quem ela atribuiu a morte de seu marido, Vicente.
O último episódio em si, foi bastante emblemático, trazendo Teo (Pedro Nercessian) como possível candidato na política buscando “corrigir” a péssima conduta do pai, Antenor (Antônio Calloni), preso e acusado por uma série de crimes na vida pública.
Protagonista vira coadjuvante 
Os episódios das quintas-feiras contaria a história de Rose, mas foi Débora quem roubou a cena com a história do estupro. Seu desfecho foi ainda mais impressionante e todas as cenas que envolveram sua sede pelo que acreditava correto foram extremamente bem dirigidas. Chocou? Claro que não são cenas muito comuns na dramaturgia em TV aberta, mas não houve nada gratuito.
Após “Ligações Perigosas” no último verão, Manuela Dias conseguiu fazer de “Justiça” um produto ainda melhor, e Villamarim, mais uma vez, cirúrgico em cenas que pediam mais drama e emoção.
A trilha sonora embalada e a fotografia soturna combinaram perfeitamente com o que estava sendo contado, fazendo com o que o telespectador logo criasse uma identidade com tudo.
Natelinha

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