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21 dez 2015

Família dribla seca, planta o que precisa no quintal e nem vai ao supermercado, na PB


Uma família que mora em uma das regiões mais secas da Paraíba não se deixa levar pela escassez de água para conseguir os mantimentos que precisa. Joseildo da Silva, Valma de Sousa e os filhos de sete e 12 anos moram no assentamento Fortuna, no município de Jericó, a pouco mais de 400 km de João Pessoa, no Sertão do estado e produzem no quintal os alimentos que consomem ou comercializam nas imediações.

A família produz banana, tomate, mamão, abobrinha, pimenta, coentro, ovos, tem criação de bovinos, caprinos, suínos e pelo menos 50 galinhas. Joseildo contou que também criava peixes, mas como a água é pouca, precisou interromper a criação.

159537,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0“A água é pouca e a gente não pode avançar mais em plantação porque não existe água suficiente”, contou Joseildo, acrescentando que a água, usada de forma racionada pela família para manter as plantas e os animais, vem de um cacimbão, que é uma espécie de poço.

O que não é consumido pela família é vendido no próprio assentamento. Os ovos são vendidos por R$ 0,50 a unidade. “Tudo ajuda no orçamento da casa. E tem mais, compro muito pouco no supermercado, já que tiro daqui a maioria das coisas que preciso no dia a dia”, disse Valma.

A família falou ainda que não utiliza agrotóxicos, com produção totalmente sustentável e diversa.

O técnico agrícola da Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (Caaasp), Paulo César Elói Soares, acompanha a produção de Valma e Joseildo. Ele é o responsável por apresentar à família os princípios da agroecologia e da convivência respeitosa com o meio ambiente.

“Oferecemos uma assessoria que foge do paradigma tradicional e mercantil de repasse de pacotes”, afirmou Soares. “Nossa prioridade é estimular a reflexão para uma convivência com a natureza e entre as pessoas, bem como mostrar a importância da produção para o autoconsumo, com ênfase na importância de se ter uma boa alimentação”.

Segundo o técnico, para oferecer um bom trabalho de Ater, é essencial que as equipes de assistência técnica, social e ambiental escutem o que as famílias assentadas têm a dizer. “Essa preocupação é para que a fala seja deles e não a nossa. Para isso, é fundamental que o trabalho seja contínuo e que os agricultores se sintam à vontade com o nosso trabalho, que se aproximem e confiem em nós, não como portadores do conhecimento, mas como facilitadores de um processo de diálogo em que a opinião de cada um contribui para o conjunto”, explicou Soares.

Para os agricultores assentados que também vivem em situação de escassez de água, Valma deixou um recado: “Nunca desista! Quem tem seu pedacinho de terra tem que valorizá-lo porque é bom demais plantar e comer aquilo que a gente colhe”, concluiu a assentada.

A Caaasp é uma entidade contratada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agraria (Incra) para desenvolver o trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) em 33 assentamentos onde vivem 1,1 mil famílias.

A agricultora Valma deixou um recado. “Nunca desista! Quem tem seu pedacinho de terra tem que valorizá-lo porque é bom demais plantar e comer aquilo que a gente colhe”, concluiu a assentada.

Portal Correio

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