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21 mar 2016

Ex-colegas e advogados comentam atuação do Sergio Moro


O Fantástico ouviu ex-colegas de profissão e advogados sobre a atuação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Desde a primeira fase da Lava Jato, Moro expediu 133 mandados de prisão. Entre os detidos estão empresários e políticos sem mandato. À exceção do senador Delcídio do Amaral, que teve a prisão autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A atuação de Sérgio Moro já recuperou para os cofres públicos R$ 2,9 bilhões.

Reservado, o juiz não costuma dar entrevistas. Para ouvi-lo, somente nas aulas de universidades ou em palestras.

“Eu não faço investigação nenhuma. Quem investiga, decide, é o Ministério Público e a Polícia Federal. O juiz é reativo, tem que cultivar virtudes passivas. Eu até me irrito as vezes com críticas sobre o meu trabalho dizendo que sou investigador”, declarou Moro em uma das palestras que participou.

Sergio Moro

Longe da plateia, segue uma rotina discreta, de horários regrados e é considerado um homem reservado. Como atua contra crimes de lavagem de dinheiro há muitos anos, o titular da 13ª Vara Federal de Curitiba virou celebridade.

Ele recebe presentes todos os dias. Já recebeu toalha com o nome bordado, uma bandeira do Brasil, flores e cartas.

O ex-patrão e antigos colegas de um escritório onde trabalhava em Maringá, há mais de 20 anos, dizem que ele sempre foi focado e estudioso. “Sérgio era muito focado e estudioso, não é muito diferente de hoje em dia. Ele buscava a carreira de juiz”, diz a advogada Carla Sakai.

O ex-patrão lembra que Moro era sério, calado e sempre metido entre os livros. “Me lembro de quando ele trabalhava no escritório. Ele tinha um paletó azul marinho e eu dizia: Sérgio, você está ficando com o paletó muito gasto de tanto trabalhar. Vai mais devagar. Não precisa se dedicar tanto. Acho que ele lembra dessa história até hoje”, diz Irivaldo Joaquim de Souza.

As críticas aumentaram depois que Moro retirou o sigilo da parte da investigação sobre ex-presidente Lula, no âmbito da Lava Jato. Entre as gravações, havia uma conversa de Lula com a presidente Dilma Roussef. A reação de políticos e da população foi forte.

No meio jurídico, a atitude de Moro divide opiniões. “Eu acho que ele deve sofrer um processo disciplinar. Assim, será demonstrado para o país que nenhum juiz e nem ex-presidente está acima da lei”, declara o professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, Ivar Hartmann.

“Essa circunstância tem que se tornar pública. O cidadão brasileiro tem que saber aquilo que está acontecendo entre as autoridades do país”, afirma o ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato.

G1

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