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12 jan 2019

Escândalo de compra de votos traz estrago irreparável para Tóquio-2020


Há quase três meses, escrevi um post argumentando que a Olimpíada de Tóquio-2020 estava abalando a imagem de organização e ética do povo japonês. Pelo o que o noticiário desta sexta-feira (11) mostrou, o texto precisará ser atualizado até o início dos Jogos.

A notícia do jornal francês “Le Monde” sobre o indiciamento do presidente do Comitê Organizador dos Jogos de 2020 Tsunekazu Takeda, é daquelas de deixar qualquer especialista em gerenciamento de crises com os cabelos em pé.

Takeda, que negou à informação para a imprensa japonesa, teria autorizado o pagamento de US$ 2 milhões (R$ 7,4 milhões) para compra de votos na eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional) que elegeu Tóquio como sede das próximas Olimpíada e Paralimpíada, em 2013.

Takeda já havia sido questionado por promotores japoneses em 2017 a respeito destes pagamentos. Na ocasião, também negou qualquer envolvimento com subornos.

An official of the Japan Sports Council looks at a model of the new National Stadium which is under construction in Tokyo on October 13, 2017. The stadium will host the opening ceremony and athletics events during the 2020 Olympic and Paralympic Games and will be completed in Novemer 2019. / AFP PHOTO / Toru YAMANAKA

Segundo o “Le Monde”, Takeda é acusado de corrupção ativa pelo Ministério Público francês. O dinheiro teria sido transferido para Cingapura, tendo como destino uma conta de Papa Massata Diack.

O senegalês é filho de Lamine Diack, ex-presidente da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) e ex-membro do COI. Atualmente, o cartola se encontra preso em Paris, respondendo a acusações de corrupção.

A dupla é a mesma envolvida na acusação de terem recebido propina de representantes da candidatura do Rio de Janeiro na eleição da cidade para os Jogos de 2016. O episódio de suspeita de compra de votos acabou causando a queda de Carlos Arthur Nuzman no comando do COB (Comitê Olímpico do Brasil).

Outra coincidência nos dois escândalos: assim como Takeda, Nuzman também era o presidente do comitê organizador da Olimpíada Rio-2016.

Já a maior diferença está que no caso do Rio, a bomba estourou após os Jogos terem sido realizados. No caso de Tóquio-2020, serão ainda cerca de 18 meses de repercussão negativa, questionamentos da imprensa e até mesmo pressão do COI.

Acho difícil que Tsunekazu Takeda consiga permanecer no cargo, mesmo que nada seja provado em relação a compra de votos. Mas se algo já se sabe é que o dano de imagem para a Olimpíada de Tóquio é irreversível.

 

Fonte: Lance!

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