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12 nov 2015

Empresa responsável por barragens expulsa “CQC” de coletiva em Mariana


6nov2015---o-corpo-de-bombeiros-e-a-defesa-civil-de-minas-gerais-informaram-nesta-sexta-feira-6-que-resgataram-pelo-menos-500-pessoas-que-estavam-ilhadas-no-distrito-de-bento-rodrigues-em-1446893A Samarco Mineradora, responsável pelas duas barragens de rejeitos que romperam no dia 5 e provocaram uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na região central de Minas Gerais, expulsou uma equipe do programa “CQC” (Band), liderada pelo repórter Juliano Dip, de uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

O relato é do próprio Dip à coluna: “Fizeram nosso credenciamento, apresentei as credenciais vestido de “CQC” e tudo mais, porém tentaram nos tirar de dentro do ônibus que levaria os jornalistas, depois mudaram todos de ônibus tentando nos impedir de entrar no segundo ônibus. Resistimos, aí na catraca nos barraram com seguranças!”.
Um repórter do Wall Strett Jornal, Paul Kiernan, postou vídeo sobre o caso e a mensagem: “#Samarco tenta impedir jornalistas da TV Bandeirantes de coletiva sobre desastre”.
A coluna entrou em contato com a assessoria da Samarco para ouvir sua posição a respeito do caso, mas ainda não obteve resposta.
Uma reportagem do UOL no dia de hoje informou que a licença de segunda barragem em Minas que ruiu estava vencida havia mais de dois anos. De acordo com o texto, a mina Germano e a barragem de água Santarém, a segunda a ruir no desastre da Samarco, em Mariana(MG), estavam com as licenças de operação vencidas desde maio de 2013 e julho de 2013, respectivamente. Por sua vez, a barragem Fundão, de rejeitos de pelotas de minério de ferro, que foi a primeira a se romper, estava com a licença valendo até 2019.

Diz também que “não há irregularidades no fato, de acordo com a Secretaria do Meio Ambiente de Minas Gerais. Isso porque a mineradora apresentou o pedido de revalidação das licenças antes dos vencimentos, conforme determina a legislação. De acordo com a secretaria, Santarém e Germano poderiam continuar funcionando até que fosse emitido parecer técnico sobre a nova licença de operação”.

A tragédia em Mariana já provocou a morte de seis pessoas e várias ainda estão desaparecidas.

*Colaboração de José Carlos Nery

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