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27 out 2016

Em resposta a protesto, Temer diz que manifestantes são desempregados


Em evento realizado na manhã desta quinta-feira (27) em Brasília, o presidente Michel Temer ironizou manifestantes que faziam ato contra o governo do lado de fora do Palácio do Planalto. Temer disse que os participantes do protesto precisam de empregos. A afirmação foi feita durante o lançamento do Mutirão da Renegociação e Sanção de Leis referentes ao Supersimples e ao Salão-Parceiro.

“Como [na plateia] são muitos os microempresários, pequenos empresários, médios empresários, parceiros dos cabeleireiros que estão aqui, quem sabe quando os senhores saírem, os senhores convidam aqueles que estão lá fora para ver se não tem emprego, quem saber dar um emprego, não é? Acho que é uma fórmula muito adequada, não é verdade?”, ironizou o presidente, em resposta ao protesto.

A manifestação era feita por centrais sindicais, que organizaram ato contra a flexibilização da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Logo no início do seu discurso, Temer disparou ironias aos oposicionistas. “Eu quero, em primeiro lugar, registrar o fato que me chama muito atenção. É que hoje neste auditório lotadíssimo, nós só ouvimos palavras de incentivo e aplausos entusiasmados. E eu verifico que lá fora, aqueles que não puderam entrar para comemorar este grande ato do governo, com suas ‘vuvuzelas’ também aplaudem esse grande momento”, disse o presidente.81xxv04mv42wmb86oneno4si2

“Instituições preservadas”

Após trocas de críticas nos últimos dias entre representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Temer destacou a necessidade de independência para cada um desses agentes. “Nós precisamos, mais do que nunca, mudar a cultura política do País. Nós precisamos ter ciência e consciência de que as instituições hão de ser preservadas e respeitadas. De que nós temos uma harmonia absoluta entre os poderes do Estado e queremos ampliar esta harmonia para todos os setores sociais.”

A relação entre os poderes ficou tensa depois da última sexta-feira (21), quando a Polícia Federal executou ação no Senado e prendeu quatro policiais legislativos acusados de criar entraves às investigações da Operação Lava Jato.

Na segunda-feira (24), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disparou críticas ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça Federal de Brasília, a quem chamou de “juizeco de primeira instância”. O peemedebista também atacou o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a quem a Polícia Federal é subordinada. Renan chamou o titular da pasta de “chefete de polícia”.

PEC 241

No discurso, Temer também elogiou os deputados pela aprovação, em segundo turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita os gastos do governo pelos próximos 20 anos. A votação, ocorrida na última terça-feira (25) terminou com 359 votos favoráveis à matéria, 116 contra e duas abstenções.

Apesar de considerada pelo governo como um dos pilares para que o País reorganize as contas públicas, a PEC motivou protesto de diversos grupos oposicionistas e centrais sindicais.

Fonte: iG

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