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5 set 2015

Em noite de Rogérios, São Paulo passa pelo Inter no Morumbi


Paulo-Internacional-Morumbi-fotoAle-CabralLANCEPress_LANIMA20150905_0156_4“Rogério! Rogério! Rogério!”. Nenhuma outra torcida do país está tão acostumada a cantar esse nome no estádio quanto a do São Paulo. Rogério, no Morumbi, é símbolo de glória, sucesso. E neste sábado, no duelo contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, não foi diferente. Com uma diferença: enquanto o Mito Rogério Ceni foi apenas homenageado por completar 25 anos de clube na próxima segunda-feira, coube ao atacante Rogério conduzir o Tricolor à vitória por 2 a 0, abrindo o placar e criando as principais chances do time enquanto esteve em campo.

Rogério, atacante e estreante da noite, foi o principal nome do embate em que uma vitória do São Paulo poderia muito bem ser considerada improvável por conta das circunstâncias. Entre suspensos, machucados e servindo à Seleção Brasileira olímpica, a equipe do técnico Juan Carlos Osorio tinha ao todo 11 desfalques. Some aos oito atletas negociados e são 19 baixas desde que o colombiano aportou no Morumbi. Só apostas mesmo como as de Rogério para superar um Internacional cujo quarteto ofensivo era formado por Sasha, Valdivia, D’Alessandro e Lisandro Lopez, a mesma base que chegou à semifinal da Libertadores.

Rogério mostrou seu cartão de visitas aos quatro minutos do primeiro tempo. Recebeu na esquerda, onde gosta de atuar, deu um rapa, que seria sua principal arma no jogo, no volante Nilton e exigiu difícil defesa do goleiro Muriel. O torcedor mais desavisado pode ter se surpreendido, mas o atacante fez exatamente aquilo que mostrou nos treinos desde que foi contratado. No primeiro dia, três gols. Depois, mais quatro. É, no mínimo, muito esperto.

Rogério, como Pato, a quem substituiu, jogou todo o tempo pelo lado esquerdo no esquema com três atacantes que dominou o Inter durante os 90 minutos. Está aí mais um fator a se destacar no trabalho de Osorio, que, mesmo diante de tanta dificuldade, não abre mão de um jogo agressivo e original. A torcida gosta. Argel, técnico do Inter, certamente odeia, já que foi a segunda vez neste campeonato em que caiu diante do colombiano – a primeira com o Figueirense, em Florianópolis, com derrota por 2 a 1 e o São Paulo com um time totalmente diferente. Naquela ocasião, o treinador disse que o Tricolor tinha sido o melhor time que ele tinha enfrentado no campeonato.

Rogério não gosta do apelido de Neymar do Nordeste, mas é bom ele ir se acostumando. O primeiro tempo já tinha sido uma surpresa agradável, com ousadia e fintas. Mas foi no segundo que o atacante começou a mudar o rumo da partida e de sua noite. E, vejam só, com grande contribuição de Paulo Henrique Ganso, maior parceiro do Neymar original.

Rogério fez 1 a 0 para o São Paulo aos três minutos do segundo tempo, ao completar de cabeça um lance que começou com excelente jogada individual de Ganso, passou por cruzamento certeiro de Wilder e morreu nas redes de Muriel.

Rogério, com o gol, deu ainda mais tranquilidade ao São Paulo, já melhor e mais consistente em campo desde o início. Renan Ribeiro realizou poucas intervenções para o Tricolor, diante da ineficiência do Internacional, mas mostrou segurança sempre que foi exigido. Rogério, o Ceni, foi bem representado.

Rogério deu um susto na torcida ao sentir dores musculares aos 19 minutos e precisar de atendimento médico fora do gramado. Só um susto mesmo, porque ele voltou a tempo de ver o segundo gol do Tricolor. Aos 26, Michel Bastos recebeu passe de Ganso dentro da área e concluiu com força a jogada que ele mesmo começou. Muriel ainda tocou na bola, mas frágil como o Colorado no Morumbi: 2 a 0 e a sacramentação da noite dos Rogérios.

Rogério, o Ceni, ganhou, além de uma escultura e uma miniatura do Morumbi, a vitória de presente na comemoração de, provavelmente, seu último aniversário de chegada ao clube antes de encerrar a carreira. A partir do ano que vem, ele não será mais jogador do Tricolor. Por outro lado, Rogério, o atacante, deve estar, já que seu contrato é de três anos. Eles não se comparam. Mas o são-paulino já tem outro Rogério para chamar de seu.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 0 INTERNACIONAL

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 5/9/2015 – 19h30
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa/GO) e Bruno Raphael Pires (GO)
Renda/Público:
R$ 569.709,00 / 20.935 torcedores

GOLS: Rogério, 3’/2ºT (1-0); Michel Bastos, 26’/2ºT (2-0)

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Bruno (Auro, 30’/2ºT), Lyanco, Edson Silva e Reinaldo; Hudson, Michel Bastos, Ganso e Centurión; Wilder (Matheus, 34’/2ºT) e Rogério (João Schmidt, 27’/2ºT). Técnico: Juan Carlos Osório.

INTERNACIONAL: Muriel; William, Paulão, Ernando e Geferson (Artur, 23’/2ºT); Rodrigo Dourado, Nilton e D’Alessandro; Valdívia, Lisandro Lopéz (Taiberson, 36’/2ºT) e Eduardo Sasha (Anderson, 8’/2ºT). Técnico: Argel Fucks.

LANCENET! 

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