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10 dez 2017

Em carta oficial, países árabes rejeitam decisão de Trump e pedem ação da ONU


Os protestos contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , sobre a Jerusalém não param. Neste domingo (10), milhares de pessoas em países árabes se dirigiram às embaixadas americanas a fim de se manifestarem contra o reconhecimento da cidade sagrada como capital de Israel. Além de cidadãos de diversos países, a Liga Árabe também se manifestou hoje em um comunicado oficial, em que rejeita a determinação do republicano.

Ministros de Relações Exteriores de 22 países árabes expressaram rejeição à decisão de Trump com firmeza, pedindo para que o presidente republicano se retrate – e desista de mover a embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém. Apesar disso, não manifestaram possíveis medidas de pressão contra ao governo dos EUA.

Além disso, o comunicado emitido hoje pontua que os Estados Unidos se afastaram do papel de mediador nos conflitos entre palestinos e israelenses, questão bastante sensível no Oriente Médio. Assim, em 16 pontos, consideram que a “mudança política” norte-americana “representa um giro perigoso”, colocando Washington “ao lado da ocupação”.

“O conselho solicita aos Estados Unidos que anulem sua decisão sobre Jerusalém e trabalhem com a comunidade internacional para que Israel se comprometa a aplicar as decisões internacionais e a pôr fim à ocupação ilegal e ilegítima de todos os territórios palestinos e árabes ocupados desde junho de 1967”, detalha o documento.

Por fim, o manifesto do grupo árabe afirmou que irá solicitar ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que emita uma resolução em que conste que a ação realizada por Donald Trump contradiz a legislação internacional. Além disso, os ministros instaram a comunidade internacional a reconhecer o Estado palestino com Jerusalém como capital.

“Justiça internacional”

Na Indonésia, país com o maior número de muçulmanos do mundo, ao menos 10 mil pessoas se concentraram em frente à embaixada americana, na capital Jacarta, para protestar. A manifestação foi convocada por um partido político de ideologia islâmica e por parte da oposição ao atual governo. Segundo a polícia do país, as manifestações ocorrem sem incidentes violentos, mas foi preciso fechar uma dúzia de ruas da cidade.

Com cartazes e bandeiras da Palestina em mãos, os manifestantes gritam palavras de ordem, pedindo para que Trump volte atrás em sua decisão em torno da questão israelense. Ainda é possível escutar pessoas pedindo por “justiça internacional” para o povo palestino.

No Líbano, a polícia respondeu com violência aos protestos deste domingo, também em frente à embaixada norte-americana de Beirute. Os policiais jogaram gás lacrimogêneo, enquanto a Defesa Civil usou canhões de água para dispersar os manifestantes, que por sua vez lançaram garrafas e atearam fogo em pneus e contêineres de lixo nas proximidades de Aukar.

Vale lembrar que os protestos dos países árabes acontecem depois que Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, na última quarta-feira (6), e prometeu a transferência da embaixada de seu país para esta cidade, após décadas de consenso internacional que condicionavam a decisão a um acordo de paz .

Fonte: iG

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