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18 dez 2015

Em busca de credibilidade, Fifa divulga carta aberta em revista


Com cada vez mais pressão por causa dos escândalos que surgiram neste ano, a Fifa divulgou nesta sexta-feira, já na reta final de 2015, uma carta aberta através de seu site. O presidente interino da entidade, o camaronês Issa Hayatou, assina o conteúdo ao lado de Markus Kattner, secretário-geral, que foi divulgado na revista “The Weekly”, que tem como destaque na capa o Mundial de Clubes.

Na carta, a Fifa deixa claro que tem como objetivo reconquistar a credibilidade que foi perdida com as investigações das justiças da Suíça e dos Estados Unidos, incluindo a participaração do FBI.
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Uma das mudanças principais é em relação aos mandatos. A Fifa pretende limitar os principais cargos a 12 anos, a fim de que os cartolas não possam gozar de poder e influência. A entidade pretende também criar comitês independentes para fiscalização, qualificar seus membros, e incluir mulheres nos conselhos do futebol feminino.

Confira a carta:

Estimados amigos do futebol:

Durante este ano, a Fifa atravessou dificuldades sem precedentes e pode se ver confrontada com uma crise que se instalou nas bases do governo do futebol mundial. Neste momento, estamos na fase de mudanças absolutamente necessárias para garantir o futuro de nossa organização.

Não colocaremos em dúvidas o comportamento da maioria das pessoas que trabalham na gestão do futebol em um bom caminho e por motivos corretos. No entanto, se tornou claro que é preciso ser feita uma reforma integral do corpo para impedir futuros crimes e restabelecer a confiança na Fifa. Por esse motivo, este ano e imediatamente os que virão, serão os mais importantes para a Fifa desde a sua fundação, em 1904.

Um novo presidente da Fifa será eleito pelo Congresso, em Fevereiro, oferecendo a oportunidade de começar um novo capítulo. É fundamental que saibamos que este será só o início. Durante os próximos anos, teremos que trabalhar duro para recuperar a confiança e o respeito dos torcedores, jogadores, dos parceiros comerciais e de milhões de praticantes que fazem do futebol o esporte mais popular do mundo.

Estamos confiantes que as novas medidas aprovadas pelo Comité Executivo da Fifa em dezembro, junto com as ações realizadas pelas polícias suíça e americana, irão lanças as bases para um órgão mais forte, transparente e responsável e com valores éticos impecáveis.

Gostaríamos de pedir a todas as federações que apoiem incondicionalmente, implementem e integrem em seu senso estas novas medidas. O futuro da Fifa e a evolução global do futebol depende do nosso pleno empenho, abraçando uma mudança na cultura de cima para baixo, através dos seguintes pontos de reforma-chave:

– Uma separação de poderes clara entre a vertente política do futebol mundial e as operações cotidianas econômicas e comerciais da Fifa – com a organização de competições e do investimento no desenvolvimento do futebol – contribuirá para proteger nossa integridade e evitar conflitos de interesses. Todas as transações financeiras serão monitoradas por um corpo independente.

– As federações deverão reproduzir esta estrutura e cumprir com os princípios de um bom governo, com a criação de órgãos judiciais independentes. Eles também serão responsáveis pela própria condução da equipe e quaisquer terceiros com quem trabalhem.

– Com a introdução de um limite de permanência de três mandatos de quatro anos para os cargos mais elevados, garantirão que em nada poderão gozar de poder e/ou influência.

– Um compromisso explícito nos Estatutos da Fifa para desenvolver o futebol feminino e promover a participação das mulheres em todos os níveis de gestão do futebol, para que, entre outras medidas, tenha no mínimo uma mulher entre os representantes da área em cada região para o novo Conselho da Fifa.

– Testes de integridade de uma entidade central independente para todos aqueles que venham a ocupar um cargo nos corpos e quadros superiores da Fifa.

– Os membros do novo conselho da Fifa devem ser eleitos pelas associações de cada respectiva região sob as novas regras de governo da Fifa e monitorada pelo novo e independente Comitê de Revisão Fifa.

– Membros mais independentes e devidamente qualificados de comitês fundamentais, tais como finanças, desenvolvimentos, governança e cumprimento para que as garantias de neutralidade e de observação dos requisitos sejam maiores.

– Mais participação por parte da comunidade do futebol (jogadores, clubes, ligas, federações etc) no processo de decisão.

– O compromisso ancorado nos Estatutos da Fifa de defender e respeitar todos os direitos humanos internacionalmente reconhecidos como parte de suas atividades.

É possível que mais para frente encontremos outros pontos e devemos esperar para ver os efeitos destas reformas,mas a nossa decisão de reformar a Fifa segue firme.

Nosso objetivo é estabelecer um órgão esportivo seguro, profissional e responsável antes da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Estamos convencidos de que se trata de um objetivo real. Em contrapartida, esperamos voltar o mais rápido possível a nos concentrar em nossa missão principal de promover e evoluir o futebol em todas as direções e para todos.

Os centenas de milhões de fãs, os jogadores, treinadores e outros profissionais dedicados ao futebol ao redor do mundo, não merecem nada menos de nós, que temos o privilégio e a responsabilidade de dirigir o futebol global.

Atenciosamente,

Issa Hayatou
Presidente interino da Fifa

  Fonte: Lance!

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