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11 jun 2016

Dilma admite erros em seu governo, mas diz que lutará para voltar ao poder


A presidente afastada Dilma Rousseff concedeu uma entrevista ao programa da jornalista Mariana Godoy, na RedeTV, nesta sexta-feira (10). Diretamente do Palácio da Alvorada, Dilma falou sobre últimos acontecimentos da política brasileira, afirmando que está “tranquila” e que lutará para voltar ao poder, além de fazer críticas ao governo interino de Michel Temer.

Sobre o governo de Temer, Dilma fez críticas às medidas adotadas que, segundo ela, “desmantelaram o Estado”. “Não dá para acabar com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O futuro do nosso País depende da ciência, da tecnologia e da inovação (…) Não é assim que se dirige um Estado. Reduzindo ministérios a economia é mínima, isso se houver economia, se não ficar mais caro”, defendeu.

A presidente afastada foi indagada a respeito da reforma política, se seria prioridade do governo, caso retorne ao poder. “Eu acho imprescindível que o meu mandato seja restabelecido, mas não acho que só isso resolva as questões. Acho que o Brasil vai ter que repactuar a política. Não abro mão do fim desse processo fraudulento de impeachment”, respondeu. Ainda sobre o tema, explicou porque considera ter sido vítima de um golpe.

“Dizem que não é golpe porque as instituições estão funcionando. Há hoje, no mundo, outra compreensão a respeito dos tipos de golpe existentes. O golpe militar afastava o presidente, mas ao mesmo tempo destruía o regime democrático, acabava com o direito de imprensa, acabava com a liberdade de opinião. O golpe no momento atual usa de outro método, ele quebra a legalidade, quebra a Constituição, e tenta manter o regime democrático”.622_a8ce6ffc-6e58-3a3b-810f-f4efb6e670f6

Dilma afirmou que lutará para retornar o poder e que irá “até as últimas consequências para defender não o meu mandato, mas, sim, as instituições”.

Ao responder uma pergunta feita nas redes sociais, a presidente afastada afirmou ter feito alianças ruins. “Meu maior erro foi ter feito uma aliança com quem eu não devia”, afirmando ainda que “saberá lidar” com o fato de que, se voltar ao poder, Temer ainda será seu vice.

Lula

Para a presidente afastada, o impeachment é uma forma de evitar que as investigações cheguem a determinados políticos e, quando questionada se as mesmas não poderiam afetar o ex-presidente Lula, Dilma dispara “há dois pesos e duas medidas quando se trata de Lula”.

A política ainda revelou não concordar com a prática dos vazamentos. “Acho que a prática de vazamento leva a uma das piores consequências: a espetacularização da política e o uso da investigação criminal parcial, não revelada integralmente, não julgada, como instrumento político de acabar com o adversário”. E completou: “vazam delações premiadas que ainda não foram concluídas. Vazam informações a meu respeito e elas nunca são provadas. O último vazamento foi o do senador Delcidio sobre Pasadena. Pasadena foi uma compra que a Petrobras fez em 2006. Comprou 50% das ações da refinaria”, concluiu.

Corrupção

A corrupção também foi pauta da entrevista e a presidente defendeu ter buscado a transparência durante seu governo. “Houve corrupção. Não é privilégio da direita ou do centro ser corrupta e a esquerda ser uma santa. (…) Essa visão de que tem os corruptos que são políticos e todo o resto da sociedade não é corrupta é uma visão absolutamente equivocada a respeito do mundo. A pessoa não é corrupta porque ela desempenha uma finalidade, ela é corrupta porque não resiste às condições para enriquecer ilicitamente. Tem uma questão ética aí. Todas as pessoas que resistem, resistem porque tiveram uma criação: pai, mãe, professor; alguns por convicção religiosa, outros por convicção ideológica”.

Crise econômica

Ao falar sobre a crise econômica, Dilma Rousseff defendeu a volta da CPMF como forma de “obtenção de recurso de receita” e afirmou que o governo provisório está “fazendo demagogia” e “esperando a eleição passar” para apresentar as medidas necessárias.

“A transação financeira da CPMF permite que a Receita Federal controle todo o processo de evasão fiscal, controle se os impostos devidos estão sendo pagos. Nunca  gostaram da CPMF. Não só porque ele é um imposto. É porque ela é um mecanismo muito forte de controle. (…) Você sabe quem ganha mais e está evadindo o fisco. No Brasil nós temos uma imensa dificuldade em tributar aqueles que mais ganham”.

Eduardo Cunha

Sobre o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Dilma afirmou que espera que ele responda na Justiça pelas “contas na Suíça e por ter negado que tinha as contas”.

“Eu espero que a Comissão de Ética cumpra seu papel, que essa postergação sistemática, essa manipulação sistemática da Comissão de Ética pare. Eu não gosto de condenar ninguém porque eu não faço papel de juiz, mas que se cumpra rigorosamente a pauta, e que as manipulações parem e sejam interrompidas”, afirmou.

  Fonte: iG

Comentários

  • Antonio Adalmir Fernandes disse:

    As palavras da presidente afastada se perdem no vácuo da
    irresponsabilidade com que ela comandou os negócios que deveriam ser do país,
    mas a sua gestão esteve muito focada no fortalecimento da classe política
    dominante, como se o patrimônio do Brasil pertencesse ao seu partido, cuja
    gestão cuidou de privilegiar alianças que contribuíram para aparelhar, por
    exemplo, a Petrobras, com a finalidade de desviar recursos da estatal para os
    cofres de partidos políticos, entre os quais o PT, PMDB e PP, que tiveram a
    companhia deletéria de importantes políticos e executivos de altos escalões,
    conforme mostram as investigações da Operação Lava-Jato. Neste momento em que
    os fatos falam mais alto e mostram a verdadeira face do governo que é exemplo
    de mediocridade, em todos sentido, conforme mostram os indicadores, em especial
    econômicos, fica difícil se acreditar nas palavras da petista que tem a marca
    indelével da pior presidente da história da República, por pertencer ao Partido
    dos Trabalhadores, mas se afasta do governo deixando o perverso e cruel rastro
    de mais de onze milhões de pais de família desempregados, desesperados à
    procura de emprego que foi mandando para o espaço sideral graças às desastradas
    políticas econômicas que resultaram na mais grave recessão econômica, que tem
    como consequência tanto o alarmante desemprego como a inexistência de
    investimentos público e privado, contribuindo para o país parar de produzir e
    haja redução de créditos, consumo e arrecadação, entre muitas dificuldades para
    a retomada do crescimento. Como acreditar nas palavras da presidente afastada
    que não tem a humildade de assumir seus graves erros na administração do país,
    preferindo atribuir seu fracasso às alianças erradas, que funcionavam
    maravilhosamente enquanto davam sustentação ao seu governo, tanto que o
    vice-presidente foi opção de indispensável governabilidade, que deixou de ser
    útil depois do afastamento da tão promissora aliança, ou seja, a coalizão
    somente é válida e prestigiada enquanto tem serventia para dar sustentação aos
    objetivos do governo de perenizar no poder, não importando os meios utilizados
    nas espúrias alianças, que foram mantidas sobretudo por meio de escandaloso
    fisiologismo, comumente conhecido pelo vergonhoso “toma lá, dá cá”,
    em que o loteamento de ministérios e empresas estatais era a moeda de troca por
    apoio político no Congresso Nacional, para aprovação dos projetos do governo.
    Como acreditar na palavra de quem não promoveu, mesmo que minimamente, depois
    de mais década no poder, reforma das estruturas do Estado, que funcionou às
    duras penas entranhado no cipoal de mazelas e precariedades próprias das organizações
    e conjunturas envoltas no arcaísmo e no obsoletismo contrários ao
    aperfeiçoamento e à modernidade da administração eficiente, eficaz e revestida
    da vanguarda indispensável aos bons ares de desenvolvimento, notadamente na
    qualidade de país com as potencialidades econômicas do Brasil, que perdeu
    excelentes oportunidades para crescer juntamente com as nações que souberam
    acompanhar a evolução da humanidade, com base nas conquistas científicas e
    tecnológicas. Os brasileiros precisam se conscientizar sobre os astronômicos e
    reais prejuízos causados ao desenvolvimento da nação, por terem acreditado nas
    promessas comprovadamente inverossímeis, com viés absolutamente de cunho
    interesseiro, que visavam à exclusiva satisfação de causa pessoal, como no
    lamentável caso patético da reeleição, que muitos ingênuos acreditaram nas
    mentiras deslavadas, que ajudaram a construir o governo comprovadamente
    incompetente, irresponsavelmente gastador, à vista do rombo nas contas públicas
    com déficit de mais de R$ 170 bilhões e do registro trágico do desemprego. O
    Brasil precisa mudar, com urgência, apagando da sua história essa página de
    horrores e de destruição das instituições e dos princípios administrativos,
    como forma de se buscar a tão ansiada retomada do caminho do desenvolvimento socioeconômico.
    Acorda, Brasil!

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