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22 ago 2017

Cuca diz que fica e pede apoio da torcida e união


Não estava na programação do Palmeiras, mas o técnico Cuca se prontificou a atender os jornalistas nesta terça-feira para responder o manifesto da torcida Mancha Alviverde, que mais cedo pediu a saída do treinador do clube alviverde. Ao falar, ele garantiu que não pretende largar o cargo.

“Tirando o presidente [Maurício Galiotte] e o Alexandre [Mattos, diretor de futebol], sobra a responsabilidade do treinador. E se o time não joga, a responsabilidade é minha. E se o time não está bem, por que eu não saio, vocês me perguntam? Ainda não saí e não saio por que confio que o trabalho vai vingar. Acredito ainda que esses jogadores vão fazer grandes jogos e chegar a Libertadores no ano que vem”, disse Cuca.

“A torcida faz protesto, pede para eu sair, como pediu a saída do Alexandre outro dia. Eu falo aqui para a torcida: Eu não saio. Fico até o fim. Seria fácil sair daqui e ir embora, cuidar da minha netinha. Mas não saio. Amo o futebol. Ontem, vocês [jornalistas] me tinham como segundo melhor treinador do país. Hoje, talvez seja o segundo pior. Não sou o melhor nem o pior. Mas o momento não é bom. Vamos fazer as coisas acontecerem. Estamos trabalhando para isso”, completou.

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Quando questionado se há abatimento entre os jogadores, negou. E falou que a torcida precisa “abraçar os jogadores” neste momento.

“Tem tristeza, mas abatimento [não tem]. Agora é a hora que o time precisa da torcida. A torcida tem de abraçar o time. Amanhã esses jogadores não estão no Palmeiras nem eu. Mas eles vão abraçar por ser o Palmeiras”.

Cuca também foi questionado qual é o limite dele. Não foi tão exato ao responder, mas aproveitou para esclarecer como é o contrato que tem com o Palmeiras.

“Quando o presidente achar que tenho de sair, eu saio. Não tenho multa, é só me mandar embora e eu vou, quando acharem que sou o problema. Mas tenho certeza que vamos reverter juntos. Já fiz mais de mil jogos como treinador, passei por turbulências muito piores e não me entrego”, rebateu.

Durante a entrevista, ele ainda falou da necessidade de todos no Palmeiras se unirem.

“Sou funcionário do Palmeiras. As coisas indo bem para o Palmeiras, vão bem para mim, para o Alexandre, para o presidente. Não tem um culpado, se não você tira, a vida segue. Não é presidente, Cuca, Alexandre, somos todos nós juntos. Se a gente tiver a dor um do outro, contente com o outro sendo criticado, não vamos sair de nada. Jogador também. Temos de estar juntos, unidos, por isso pedimos a unidade da torcida, que sempre veio com a gente, e precisamos deles. Nos apoiem, incentivem, que eles vão dar tudo que podem para vencer o jogo”.

No domingo, o Palmeiras jogará contra o São Paulo, no Allianz Parque, em São Paulo, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time alviverde é o quarto colocado, com 33 pontos, 14 a menos do que o líder Corinthians.

Confira abaixo os principais pontos da entrevista coletiva de Cuca:

“Num momento desse, é ruim deixar um jogador vir aqui para responder certas perguntas. Estou precisando falar para o palmeirense. A gente ouve ao longo destes dias todos, os questionamentos, a pergunta de quem é culpa. Do presidente que ficou 15 dias fora com a seleção? Não é. Se ele saiu é porque confia no diretor de futebol e no treinador que tem. Ele aqui não ia mudar nada, não é ele quem dá o treino. Muita gente ouve falar que a culpa é do dirigente porque ele contratou errado, isto ou aquilo, algumas coisas até perigosas de falar, colocando em xeque a honestidade do Alexandre Mattos, que é íntegro, que só faz o bem para os clubes que passa, uma pessoa que não adianta ele vir aqui defender. Eu confio no que ele faz. Tirando o presidente e Alexandre, sobra uma responsabilidade maior para o treinador”.

“Se o time não jogou ainda o que pode, a responsabilidade é minha. Você pode perguntar por que eu ainda não saí. Não saí e não saio porque acredito que o trabalho vai vingar. Eu vou até o fim. Seria fácil ir para casa cuidar da minha netinha, minhas filhas. Se as coisas não estão dando certo, se a fase não é boa, a fase acontece para treinador. Mas fazendo as coisas certas tenho a chance de mudar. Ontem vocês me tinham como segundo melhor treinador do país, hoje talvez seja o segundo pior. Sou o mesmo balançando a bandeira no trio elétrico ano passado. As coisas não estão acontecendo, mas vão acontecer. Os jogadores estão se doando ao máximo, não está acontecendo por outros fatores. Talvez falta de confiança. Estou aqui de peito aberto para falar o que sinto. Não é fácil o Palmeiras em turbulência, é muito fácil jogar a toalha e eu não jogo”.

“Tem tristeza, mas abatimento [não tem] nenhum. Vocês veem os treinos. Agora é a hora que o time precisa da torcida. A torcida tem de abraçar o time. Amanhã esses jogadores não estão no Palmeiras nem eu. Mas eles vão abraçar por ser o Palmeiras. Não temos nada a queixar da torcida.”

“Quando o presidente achar que tenho de sair eu saio. Não tenho multa, é só me mandar embora e eu vou, quando acharem que sou o problema. Mas tenho certeza que vamos reverter juntos. Já fiz mais de mil jogos como treinador, passei por turbulências muito piores e não me entrego”.

“Um clássico [com resultado] bom volta [a confiança] para todos. Natural estar tristes pelo momento, mas não abatidos. Não estamos de guarda baixa, pelo contrário. Vamos mobilizar o clube inteiro, sábado é aniversário do clube e o que mais queremos é vencer. Precisamos de paz e trabalhar ainda mais”.

“Hoje temos quatro TVs trabalhando no futebol 24h por dia. Temos sites, dezenas, blogs… natural que você esteja sendo falado o dia todo. É um grande negócio o futebol, temos de entender. Quando não explica detalhadamente os problemas, às vezes não chega o detalhe, até porque não temos a obrigação de passar. Quando tem diversas situações que não fazem dar sequência, domingo é um jogo que se eu quiser repetir o time que jogou, se o Jean tiver condição, vou poder repetir. Cabe ao treinador ver o adversário para saber se é o ideal”.

“Eu li por vocês, só se vocês estão mentindo, mas eu li que o presidente está me apoiando e agradeço. Na vida você não desaprende, mas tem momentos em que as coisas não dão certo. Quando eu era mais jovem eu tinha menos paciência quando não dava certo e ia embora. Não faço mais isso. Esses caras precisam de mim, nosso clube infelizmente é muita exposição. Não tenho assessor de imprensa, procurador, então pode bater no Cuca. Não vai ter defesa. Mas o que me batem vão me elogiar quando as coisas estiverem bem”.

“Ano passado tinha o Paulo Nobre, um presidente que tinha restrições com imprensa, torcida, dentro do planejamento dele foi campeão, um ótimo cara. Hoje temos um cara que não é pior que o Paulo, que é igual, maravilhoso, o Maurício [Galiotte], com outra linha de gerenciar que vocês conhecem. Cada um tem uma forma, os dois são grandes presidentes. Mas perdendo jogos, sendo eliminados, deixa muito exposto. Todos sabem que no Palmeiras a exposição quando existe, existe mesmo. Eu falei isto aos jogadores. Em grande clube tem grande exposição, positiva e negativa. Estamos treinando mais, falando menos, condicionando melhor para as coisas darem mais certo que nas últimas partidas. Estamos em quarto lugar e com uma arrancada podemos chegar numa condição melhor”.

“Eu tenho um ambiente bom com os jogadores. Adoro estar junto deles. Não tenho nenhum jogador que não posso dizer que não gosto. Um pode gostar mais, por jogar, mas o ambiente é bom. Isto a gente respeita. Para mim, para o Alexandre. Não podemos falar que ambiente não é bom, que jogador está fazendo corpo mole, não é verdade. Se os resultados não vieram nos últimos jogos, não é por isso. Eu seria o primeiro a falar. Não está acontecendo. Temos de trabalhar mais, quando os resultados vierem esta nuvem sai daqui”.

“Vamos buscar nossa vaga para a Libertadores, pode ser do quarto ao primeiro, que está difícil pelos pontos do Corinthians e os pontos que não temos, principalmente. Mas indo direto à Libertadores é uma preparação para o ano que vem, a terceira Libertadores seguidas, e quem sabe uma Libertadores para de fato buscar o título. Não fizemos um segundo tempo bom no Equador e nos custou a classificação”.

Fonte: ESPN

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