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9 ago 2015

Críticos sobre ação contra Zeca Camargo: “Opinião deve ser respeitada”


257637A crítica que o jornalista Zeca Camargo fez sobre a comoção que a morte do cantor Cristiano Araújo causou nos brasileiros e o espaço que o caso ganhou na imprensa não apenas gerou revolta nos fãs, como também um processo por danos morais movido contra ele pelo pai do cantor.

Mas é certo um jornalista ser alvo de ação na Justiça por ter expressado sua opinião? Será que Zeca cometeu algum exagero? Ou ele simplesmente exerceu a sua função de crítico e seu direito constitucional de se expressar?

Os familiares do artista, os fãs e outros cantores sertanejos entenderam que a crítica foi preconceituosa em relação aos admiradores desse gênero musical. E eles expressaram as suas opiniões nas redes sociais, motivando o jornalista, inclusive, a se retratar. Porém, o pedido de desculpas não pareceu ter sido suficiente.

O escritório de advocacia do cantor confirmou ao UOL na semana passada a abertura do processo contra Camargo. Segundo os advogados da família de Araújo, a ação tem “caráter pedagógico”. Procurado novamente para comentar o andamento do caso, o escritório informou, por meio de uma secretária, que a partir de agora só iria se manifestar oficialmente por meio de seu site oficial.

Para entender se deve ou não haver limites para a publicação de uma opinião e se o processo é legítimo, o UOL falou com dois renomados críticos musicais brasileiros sobre qual é o papel desse tipo de profissional na sociedade. Além disso, foi ouvida também uma advogada especialista na área musical sobre a ação enfrentada pelo jornalista.

Não há dano moral
A advogada Silvia Gandelman, 69 anos, especialista na área musical e de direitos autorais, disse que, em seu entendimento, não há dano moral no que Zeca Camargo falou. “Ele fez um comentário do fenômeno social causado pela morte do cantor. Não foi uma crítica direta à qualidade ou não do artista ou da música que ele fazia. Foi, sim, uma crítica à reação popular à morte precoce dele”, disse.
“O sentimento de perder um filho é inexplicável, e ele fica ainda mais exacerbado quando pessoas estranhas falam sobre seu filho. Se falarem mal do meu filho ou do seu, imediatamente também nos sentiremos ofendidos”, explicou a advogada. “Mas, do meu ponto de vista, não foi calúnia, ofensa ou desonra o que Zeca falou”, completou.
Para advogada, que já atuou em diversos processos da área musical, essa discussão é “filosófica” e não deve ter lugar em um tribunal. “Zeca fez uma análise sociológica, e as pessoas entenderam como se ele estivesse diminuindo o valor do rapaz. A discussão sobre o que é música de qualidade existe desde que o mundo é mundo.”
UOL

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