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7 jul 2018

Com Brasil eliminado, lojas devolvem produtos verde-amarelos aos estoques


Um dia após o Brasil deixar a Copa do Mundo, a rua 25 de Março, polo de compras no Centro de São Paulo, já se adequou à ausência da Seleção na tabela.

Produtos verde-amarelos foram recolhidos ao estoque para esperar a Copa América, em 2019, ou a Copa do Mundo de 2022. Nas lojas de fantasias, perucas, camisetas e vuvuzelas vão ocupar um espaço menor nas prateleiras, mas continuarão expostas neste 2018.

Camelôs ainda apostam na venda de camisetas, embora em ritmo menor, mas não falam em redução de preços. Segundo lojistas, bandeiras e faixas do Brasil experimentaram um pico de vendas e retornam a um ritmo mais lento, mas seguem sendo vendidas o ano todo.

Vendedores de uma loja montada exclusivamente para comercializar produtos da Copa desmontaram prateleiras na manhã deste sábado, mas o clima não era de tristeza. O estabelecimento volta a vender cosméticos e bijuterias e os artigos verde-amarelos voltam para o depósito do fornecedor.

“A experiência foi muito boa, vendemos bastante, mesmo com o andar dos jogos. Tivemos aquele receio de não conseguir muita coisa, mas graças a Deus conseguimos. Infelizmente o Brasil saiu, mas a gente segue”, disse o gerente, Michel Silva.

“A partir de agora estamos retirando da loja os produtos que estavam para a Copa. A gente está devolvendo isso para o estoque. Vai ser feita a contagem do que sobrou e será repassado para o nosso fornecedor. A partir de hoje mesmo já começamos com os novos produtos. Temos um estoque de maquiagem e bijuteria e vamos repor na loja para continuar a venda. Vai mudar toda a fachada, muda tudo. Foi uma loja temática, agora vamos abrir realmente com o que a loja é”, complementou.

O vendedor José Araújo da Silva recolheu chapéus com as cores do Brasil. “Agora é guardar para a Copa América. O pessoal agora não compra mais produtos do Brasil . Estamos guardando porque no ano que vem a Copa é no Brasil e com certeza a gente consegue vender o que sobrou da Copa do Mundo”, disse ele.

Silva disse que vendia cerca de 4 mil chapéus por dia e que sobrou pouco. Ele conta que neste sábado, uma moça que vai fazer excursão para fora do país comprou 60 peças de faixa. “A ideia nossa é guardar para a Copa América. Em 2014, o que nós tínhamos, vendemos tudo . Mesmo depois do 7 a 1, ficou uma semana vendendo e conseguimos vender tudo. Muitas pessoas compravam mais para brincar, para zuar mesmo. Por causa do vexame, um comprava para dar de presente para o outro”, lembra.

O ambulante Wiliam Souza Santos conta que vendia cem camisas por dia. Até o fim da manhã de sábado, tinha vendido dez. “A venda caiu 80%. A gente vai deixar aqui mais uma semaninnha e depois ver o que a gente vai fazer. Sobraram umas 150 camisetas. O que a gente tinha no estoque sobrou bem pouco.”

 

Severino Damião mexia em um cabide de camisas amarelas infantis em uma das bancas da 25. “Estou comprando para dar de lembrança para netos e sobrinhos. Eles moram fora. Vou mandar. O Brasil perdeu mas nós continuamos a ser brasileiros. A gente queria que fosse mais longe, mas não deu. Não foi mal, não”, afirma.

Fonte: G1

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