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26 jun 2018

Com árbitro de vídeo, Copa da Rússia tem recorde histórico de pênaltis


A Copa do Mundo de 2018 já tem a marca do cal como um lugar recorrente. Muito em função da utilização do sistema de árbitro de vídeo (VAR), o torneio disputado na Rússia alimenta um recorde histórico: a de ser o Mundial com o maior número de pênaltis marcados. Ao todo, já são 20 penais anotados antes mesmo do término da Fase de Grupos, com 36 partidas disputadas até aqui.

Com o modelo de disputa com 32 seleções, os Mundiais de 1998 e 2002 eram os que somavam o maior número de penalidades: 18. Para exemplificar o aumento excessivo neste ano: em 2014, na Copa que foi disputada no Brasil, apenas 13 pênaltis foram marcados pelos árbitros. Destes, 12 terminaram em gols. Em 2010, na África do Sul, 15 foram marcados e nove convertidos.

Pela primeira vez na história das Copas, os árbitros estão contando com o sistema de árbitro de vídeo para confirmar suas decisões nas partidas. Dos 20 pênaltis marcados na Rússia, 15 terminaram no fundo da rede. O Mundial que teve mais gols de penais ainda continua sendo o de 1998, na França, com 17 convertidos. Essa marca, no entanto, pode ser derrubada nos próximos dias.

Não resta dúvida que o VAR tem tido um grande protagonismo até o momento na competição. Um fato curioso aconteceu na partida entre Irã e Portugal, em duelo válido pela terceira rodada do Mundial. O árbitro Enrique Cáceres utilizou o recurso do vídeo em duas ocasiões para assinalar um pênalti para cada lado. Foi a primeira vez que a ferramenta foi utilizada para marcar duas penalidades no mesmo jogo. Cristiano Ronaldo perdeu, Ansarifard converteu.

Antes da Copa do Mundo, a Fifa divulgou um documento com o relatório de acertos do VAR que também colocou por terra os argumentos contrários à sua utilização. A perda de tempo de jogo estava entre as principais reclamações de dirigentes e torcedores, mas a entidade revelou que o VAR utiliza apenas 1% do tempo total da partida. Perde-se mais tempo com laterais e escanteios que com o recurso. No Mundial, a melhoria é evidente.

Outro ponto levado em consideração foi o tempo médio para checagem dos lances. No início da utilização do recurso eletrônico, isso foi o que causou mais problemas, mas o aprimoramento vem diminuindo o tempo. A espera, em média, é de 20 segundos, enquanto possíveis correções duram de 39 segundos (via comunicação interna) a 70 segundos (revisão em campo). Outro exemplo de melhoria na Copa do Mundo.

Entre dados interessantes, está a média de um erro claro corrigido pelo VAR a cada três jogos, enquanto os erros claros não corrigidos estão em um a cada 20 jogos. O recurso ajudou o árbitro a corrigir decisões erradas em 24% das partidas, enquanto foi determinante para o resultado final em 8% delas. O índice de acerto em lances capitais com o recurso é de 98,9%.

Apesar de recorde em 2018, VAR ‘tirou’ pênalti de Neymar

Apesar do aumento significativo na marcação de penalidades, as reclamações recentes de técnicos e jogadores com algumas decisões do sistema de árbitro de vídeo são comuns nestes primeiros jogos do Mundial. A Fifa, entretanto, fez um balanço positivo do uso da ferramenta.

– A Fifa está extremamente satisfeita com o nível de arbitragem e o sucesso na implementação do VAR, que foi positivamente aceito e apreciado na comunidade do futebol – disse a entidade.

O Brasil esteve no centro da questão em duas oportunidades: primeiro no lance em que Miranda foi empurrado dentro da área pelo atacante Zuber, da Suíça, na jogada que originou o gol de empate na estreia da Seleção Brasileira. Depois, foi a vez de Neymar ser castigado pela tecnologia. Na partida contra a Costa Rica, o camisa 10 foi tocado pelo zagueiro González. O juiz Bjorn Kuipers, da Holanda, marcou o pênalti. No entanto, após ser alertado, ele consultou o vídeo e alterou sua decisão.

– Tanto pode dar como pode não dar (pênalti no Neymar). Eu, Adenor, não o Tite técnico. Com uma pitada a mais do que o Gabriel, que eu falei que era de interpretação. Se sou eu o árbitro, cal. Se sou eu, não volto. Mas respeito porque é passível de interpretação. Não precisamos de arbitragem para vencer jogo, queremos que seja justa. Tal qual foi olhado agora, que tivesse sido olhado antes. E interpretem da forma que quiserem, mas olhem, sejam iguais para todos. Para mim, Adenor, é pênalti. Aquele do Gabriel eu até não daria. O Brasil não quer auxílio, os atletas e o técnico não querem. Quer ganhar sendo mais competente – disse Tite após a vitória por 2 a 0 sobre a Costa Rica.

Confira os pênaltis marcados até o momento na Copa da Rússia:

Portugal 3 x 3 Espanha – Gol: Cristiano Ronaldo (Portugal)
França 2 x 1 Austrália – Gol: Griezmann (França)
França 2 x 1 Austrália – Gol: Mile Jedinak (Austrália)
Argentina 1 x 1 Islândia – Messi perdeu o pênalti (Argentina)
Peru 0 x 1 Dinamarca – Cueva perdeu o pênalti (Peru)
Croácia 2 x 0 Nigéria – Gol: Modric (Croácia)
Suécia 1 x 0 Coréia do Sul – Gol: Granqvist (Suécia)
Tunísia 1 x 2 Inglaterra – Gol: Sassi (Tunísia)
Colômbia 1 x 2 Japão – Gol: Kagawa (Japão)
Rússia 3 x 1 Egito – Gol: Salah (Egito)
Dinamarca 1 x 1 Austrália – Gol: Jedinak (Austrália)
Nigéria 2 x 0 Islândia – Gol: Sigurdsson perdeu o pênalti (Islândia)
Bélgica 5 x 2 Tunísia – Gol: Hazard (Bélgica)
Coreia do Sul 1 x 2 México – Gol: Carlos Vela (México)
Inglaterra 6 x 1 Panamá – Gol: Harry Kane (Inglaterra)
Inglaterra 6 x 1 Panamá – Gol: Harry Kane (Inglaterra)
Arábia Saudita 2 x 1 Egito – Fahad Al Muwallad perdeu o pênalti
Arábia Saudita 2 x 1 Egito – Gol: Salman Al Faraj (Arábia Saudita)
Irã 1 x 1 Portugal – Cristiano Ronaldo perdeu o pênalti
Irã 1 x 1 Portugal – Gol: Karim Ansarifard (Irã)

 

Fonte: Lance!

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