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23 fev 2017

Carnaval reforça comportamento machista e homens ainda não sabem lidar com isso


Homens e mulheres querem curtir o carnaval e aproveitar a folia, mas o machismo ainda é um entrave que impede que todos tenham os mesmos direitos nessa grande festa. O sentimento de liberdade durante o carnaval acaba gerando mais casos de agressão e violência contra mulheres do que no resto do ano. O Instituto Avon divulgou um estudo que comprova que, apesar de a maioria dos entrevistados condenarem esse tipo de conduta, 78% não tomam atitudes sobre isso.

Dados alarmantes

Uma pesquisa do Instituto Avon ouviu 1800 pessoas em diferentes lugares do Brasil, mas a conclusão de que o machismo ainda impere foi unânime: as opiniões e as práticas são conversam entre si e mostram uma discrepância entre o que as pessoas pregam contra o que fazem para modificar a realidade de violência de gênero .

Mais da metade dos ouvidos acredita que mulheres devem ser respeitadas independentemente de outras variáveis como roupas e aparência. Entretanto isso não se confirma para além da teoria: 78% das pessoas admitiu que não têm coragem de interferir quando se depara com uma situação que represente risco para a mulher . Ainda mais preocupante é o dado de que quase um terço dos entrevistados tem convicção de que mulheres têm culpa em casos de estupro .dk7wc6erjgstlcz9g8rv95hb5

Faço o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Os dados da pesquisa ainda indicam que a maioria esmagadora das pessoas, 79%, acredita que o machismo seja negativo, mas, então, por que os índices se contradizem nas demais questões? A resposta pode vir a partir da leitura que as pessoas têm de suas próprias atitudes – enquanto 87% reconhecem a existência do problema, apenas 24% assumem ter atitudes machistas.

Durante o carnaval , a incidência da violência de gênero é ainda maior do que em outros períodos. 24% dos homens, de acordo com a estatística do Instituto Avon, não têm coragem de defender mulheres no meio de outros homens. Em contraste com esses dados, uma pesquisa anterior da mesmo instituição confirmou que 79% das brasileiras já foram assediadas de alguma maneira – seja ela física, verbal ou moral. 44% já foram tocadas por homens sem emitir consentimento e 33% já foram beijadas contra sua vontade em festividades, comprovando, assim, que o machismo ainda está presente e é necessário que haja uma reflexão sobre seus agentes primordiais.

Fonte: iG

 

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