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25 jun 2019

Bolsonaro causa terror nas redações e provoca demissão de jornalistas em emissoras de rádio e TV


Não tem muito tempo e imperava no Brasil uma onda de críticas aos governos do PT, expresso nos dois ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e um receio de que o país se tornasse a nova Cuba, cujos indícios perpassariam desde uma censura à imprensa à implantação do comunismo no país. Curiosamente, a censura nas redações dos jornais brasileiros chegou agora, em 2019, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro.

Crítico ferrenho da grande imprensa brasileira, a chamada mídia tradicional, Jair Bolsonaro, ainda durante a campanha para a presidência, e imediatamente após sua eleição, escolheu a dedo seus “aliados”, como a Record, do bispo Edir Macedo, o SBT, do empresário Silvio Santos e uma das maiores emissoras de rádio do país, a Jovem Pan– veículos aos quais o político do PSL não costuma recusar entrevistas, por exemplo.

Concomitantemente, Bolsonaro também elegeu seus “rivais”, aqueles que se tornaram principais alvos dos bolsonaristas, e aos quais foram feitas campanhas para cancelamento de assinatura, e a quem o próprio Bolsonaro fez ameaças publicamente, prometendo cortes publicitários, como a Folha de S.Paulo, maior jornal impresso do país, O Estado de S.Paulo, a TV Globo e alguns de seus impressos, o portal UOL e até mesmo a revista de direita Veja.

Rosto bastante conhecido do jornalismo brasileiro, Rachel Sheherazade também pode estar com os dias de contrato com o SBT contados. Isso porque um dos principais apoiadores da campanha de Jair Bolsonaro, bem como patrocinador de vários programas do SBT, o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, pediu publicamente a Silvio Santos a demissão da jornalista, que tem feito críticas contundentes à gestão do governo Bolsonaro, bem como aos filhos do presidente – um deles, Flávio Bolsonaro está sendo acusado pelo Ministério Público de chefiar uma organização criminosa criada em 2009.

Até o momento, Rachel permanece no quadro de funcionários do SBT e avisou que irá acionar a Justiça contra Luciano. Vale ressaltar que, recentemente, Silvio Santos promoveu um corte drástico no setor de jornalismo do canal, e foi congratulado por bolsonaristas.

Através do Twitter, o jornalista Fabio Pannunzio demonstrou solidariedade aos seus colegas de profissão. “Não tenho nenhum apreço pelo jornalismo do Paulo Henrique Amorim, a quem tenho criticado nos últimos dez anos. Mas a demissão dele é brutal e brutal e inaceitável, produto do marcartismo bolsonarista que já vitimou Marco Antonio Villa, Marcelo Madureira e ameaça a Rachel Sheherazade”, escreveu.

José Simões foi mais um nome que se manifestou contra os cortes daqueles que são críticos a Bolsonaro e fez uso da ironia para comentar as demissões de seus colegas.

“Cuba Urgente! Coréia do Norte News! Véio da Havan manda no Sistema Bozo de Televisão e pede a cabeça de Sherazade. Record afasta Paulo Henrique Amorim sob pressão bolsonarista”, tuitou.

De maneira sucinta, sem tecer uma opinião propriamente dita, a colunista da Folha, Mônica Bergamo resumiu o quadro da censura. Marco Antonio Villa é afastado da Jovem Pan; Paulo Henrique Amorim é afastado da Record; Raquel Scheherazade, do SBT, é ameaçada por patrocinador bolsonarista.

Fonte: TV Foco

 

 

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