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19 fev 2018

Bancos aderem à greve contra a reforma da Previdência e não abrem nesta segunda


Os bancários decidiram  se unir a outras categorias trabalhistas em protesto contra a reforma da Previdência e fechou diversas agências da capital paulista e da Grande São Paulo, nesta segunda-feira (19), em ato de greve .

De acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a greve foi definida em assembleias locais de trabalho nos dias 8, 9, 14 e 15 de fevereiro. Além dos funcionários de bancos, está previsto um ato contra a reforma da Previdência com a participação de metalúrgicos, professores, químicos, servidores públicos, profissionais do setor de energia, de transporte e indústrias.

Atualmente, o sindicato está presente nas cidades de São Paulo, Osasco, Carapicuíba, Barueri, Caucaia do Alto, Cotia, Embu das Artes, Embu Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

A presidente da instituição, Ivone Silva, defende que, com a aprovação da reforma da Previdência, além do trabalhador não conseguir se aposentar, uma série de benefícios serão retirados da população, já que atualmente o INSS oferece uma série de seguridades de cunho social.

“Hoje, o trabalhador e a trabalhadora que sofre um acidente de trabalho pode contar com a seguridade que paga o seu salário. O que eles [governo] querem fazer é ‘empurrar’ a gente para a previdência privada, que não fornecerá os mesmos rendimentos que a [previdência] pública”, afirmou em um vídeo publicado na página oficial do Facebook do Sindicato.

Além do fechamento das agências, os sindicalistas planejam fazer um ato contra a Reforma, na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), a partir das 16h, também nesta segunda.

Bloqueios na Grande São Paulo

Os protestos contra a reforma da Previdência também incluíram bloqueios em rodovias . Em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, um grupo de manifestantes ateou fogo em pneus e bloqueou parte da Via Dutra, que liga a capital paulista ao Rio de Janeiro. O fogo já foi apagado, mas o ato causou congestionamento na rodovia por volta das 10h.

O serviço de transporte também foi afetado por conta da paralisação de motoristas e cobradores nas primeiras horas do dia. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), no início da manhã, ao menos quatro empresas ficaram com os ônibus na garagem.

As saídas dos terminais metropolitanos de São Bernardo do Campo e Santo André foram bloqueadas por grevistas que impediram a circulação de trólebus. Ainda em São Bernardo, os funcionários de uma fábrica da Ford também aderiram à paralisação.

Votação na Câmara

Está programado para começar na terça-feira (20) o debate do texto da Reforma da Previdência. Em relação à votação, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que ela pode acontecer apenas depois das eleições programadas para outubro. Segundo o deputado, a matéria será discutida com o Supremo Tribunal Federal (STF), já que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro criou mais um entrave para o andamento da proposta.

Fonte: iG

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