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10 jan 2017

Após solicitação de governadora, agentes da Força Nacional chegam a Roraima


Os 101 agentes da Força Nacional de Segurança Pública enviados pelo governo federal para conter a crise no sistema penitenciário de Roraima chegaram ao Estado na manhã desta terça-feira (10). A solicitação foi feita por meio de ofício enviado na última segunda-feira (10) pela governadora Suely Campos (PP) ao presidente Michel Temer (PMDB).

O pedido da governadora de Roraima foi feito depois que 33 presos foram encontrados mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, na madrugada do dia 6 de janeiro. Os assassinatos teriam sido motivados por uma briga entre facções criminosas rivais que disputam o controle dos presídios brasileiros.

Além dos agentes da Força Nacional, o governo do Estado solicitou à União que enviasse equipes da Força de Intervenção Penitenciária Integrada. No ofício destinado a Temer, com cópia para o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a governadora admitiu que as forças estaduais, sozinhas, não conseguiriam garantir a integridade dos presos e dos trabalhadores do sistema carcerário. Segundo ela, 13% do efetivo da Polícia Militar já está destinado à companhia de guarda do sistema prisional.

Suely Campos também reivindicou R$ 9,9 milhões para a conclusão de obras no sistema penitenciário, que ampliarão a oferta de vagas em 660. O Estado já foi contemplado com R$ 44,7 milhões para investimentos com essa finalidade. O anúncio foi feito pelo governo federal em dezembro.

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Socorro federal

Em entrevista coletiva na última segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes anunciou o envio de aproximadamente 200 agentes da Força Nacional para Roraima e Amazonas. Apesar do reforço das tropas, o chefe da pasta detalhou que as equipes não farão a segurança dentro dos presídios.

“Nenhum pedido para a Força Nacional agir como agente penitenciário será deferido. Isso é ilegal. Ela é composta de policiais militares e há uma unanimidade, independente de ideologia, de que quem prende não deve cuidar. Isso é uma contingência legal”, explicou o ministro.

As rebeliões nos presídios de Roraima e Amazonas deixaram quase 100 mortos entre os dias 1º e 8 de janeiro. Além desses dois Estados, os governadores do Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia também pediram ajuda à União.

Fonte: iG

 

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