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12 jun 2018

Após criticar Michel Temer, ministro da Cultura deve pedir demissão


Após criticar a decisão de Michel Temer (MDB) de realizar cortes no orçamento da Cultura, Sérgio Sá Leitão, ministro da pasta, deverá pedir demissão nesta terça-feira (12).

O ministro cancelou sua agenda no Rio de Janeiro. Mais cedo, Sá divulgou uma nota oficial em que classificou de “equívoco” a decisão de Temer , efetivada via medida provisória (MP), que transfere recursos da Cultura para o recém-criado Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A reação do ministro da Cultura surpreendeu seu colega de ministério Raul Jungmann (Segurança Pública). O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre as críticas internas.

Em sua nota, Sá antecipa um breve balanço de sua administração. “Em quase um ano de trabalho, esta gestão implementou uma política pública de cultura eficiente e eficaz, de Estado e não apenas de governo, com resultados concretos para o setor e a sociedade, a despeito da exiguidade de recursos”, afirmou.

De acordo com o ministro, a MP assinada na segunda-feira (11) por Michel Temer “põe em risco esta política e penaliza injustamente o setor cultural”. Ele prometeu lutar contra a proposta do governo no Congresso.

“Esperamos que o Congresso Nacional modifique a MP. Trabalharemos incansavelmente por isso. Trata-se de um imperativo ético”, acrescentou.

As críticas de Sá Leitão se voltam à MP 841, que criou o Fundo Nacional de Segurança Pública. Na avaliação dele, a medida reduz “drasticamente” a participação do Fundo Nacional de Cultura na receita das loterias federais. Ainda de acordo com os dados do ministro, o percentual, que era de 3%, poderá cair a partir de 2019 para 1% e 0,5%, dependendo do caso.

“Trata-se de uma decisão equivocada, que não tem o apoio do Ministério da Cultura ”, disse. “Reduzir os recursos da política cultural é na verdade um incentivo à criminalidade, não o oposto. Mais cultura significa menos violência e mais desenvolvimento.”

Sérgio Sá reconheceu que o investimento em segurança pública é “crucial neste momento crítico que o país vive”. Mas, ao contrário do que definiu Temer , ressaltou que o “combate à violência urbana não deve se dar em detrimento da cultura ”.

Fonte: iG

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