PUBLICIDADES
PUBLICIDADE
  • Facebook do Uirauna.net
  • Twitter do Uirauna.net
  • Canal do youtube do Uirauna.net
  • Instagram do Uirauna.net
  • Whatsapp do Uirauna.net
  • Feed do Uirauna.net
20 abr 2017

Aldeone critica redução no número de clubes do Paraibano


A ideia da Federação Paraibana de Futebol (FPF) de diminuir a quantidade de clubes do campeonato estadual para apenas oito em 2019 já causou o primeiro estremecimento com um dos filiados. Nesta quarta-feira, o presidente do Sousa, Aldeone Abrantes, fez duras críticas à decisão tomada pelo presidente da FPF, Amadeu Rodrigues. Na opinião do dirigente do Dinossauro, a opção por reduzir o número de participantes na competição revela a preguiça dos profissionais que comandam o futebol local, que não se dão ao trabalho de pensar em um meio mais viável para diminuir a quantidade de datas da competição em busca de se adequar ao calendário da CBF.

Atualmente, a 1ª divisão do Campeonato Paraibano é disputada por 10 clubes. A intenção da FPF é rebaixar dois e ascender apenas um da 2ª divisão já neste ano e também em 2018. Assim, a elite do estadual do próximo ano terá nove clubes e, em 2019, apenas oito, número considerado ideal pela entidade. O objetivo é conseguir realizar toda a competição usando, para isso, menos datas do que as 22 necessárias na edição deste ano, tudo para se enquadrar ao calendário da CBF.

Mas a ideia não agrada a Aldeone Abrantes. Mais que isso, os planos da FPF lhe parecem “um ato de covardia” dos dirigentes que administram o futebol paraibano. Na opinião do presidente do Sousa, os profissionais da Federação precisam pensar em reduzir o número de datas do estadual mudando a forma de disputa da competição e não diminuindo a quantidade de clubes participantes.622_b41305a9-b9a5-351e-bd7c-0094d3b172e8

– Eu acho que esse ponto de vista de diminuir o número de clubes é até um raciocínio preguiçoso, de não querer pensar, de não querer mudar o regulamento e diminuir a forma de disputa. Pode-se fazer um campeonato de pontos corridos, o que eliminaria as datas dos quadrangulares – comentou Aldeone, iniciando a sua explanação sobre o assunto.

Ele foi além. O dirigente do Dinossauro também sugeriu que a FPF não tem necessariamente que alterar as datas de jogos do Campeonato Paraibano para “aliviar” o calendário dos clubes que disputarem outras competições em paralelo. Na edição do estadual deste ano, por exemplo, houve rodadas adiadas porque Botafogo-PB e Campinense estavam disputando ao mesmo tempo a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil.

Para a edição deste ano, inclusive, a FPF esperou até a última hora pela tabela das competições regional e nacional antes de divulgar as datas do Paraibano. Tudo para evitar choques de datas. Ainda assim, em alguns momentos, o estadual ficou totalmente parado para que Belo e Raposa disputassem suas partidas nas outras competições. Para Aldeone, isso é inadmissível. Citando ainda as séries C e D do Brasileiro, ele entende que os clubes que tiverem pelo menos duas disputas paralelas precisam estar preparados para atenderem à demanda de jogos.

14909256462207-williamsaguiar_campinensesport_30032017_002_C6zGm05

– (A Federação) Poderia não se submeter aos caprichos dos clubes que vão disputar a Série C e a Série D, que não fazem um elenco para enfrentar duas competições. Eu vejo que na Europa os grandes clubes jogam quarta e domingo e só na Paraíba é que os clubes que disputam esses campeonatos querem passar semanas sem jogar. Houve três intervalos de 15 dias nesse campeonato. Isso é incompetência. Não havia motivo de paralisar todo o campeonato porque Botafogo e Campinense iam jogar (outras competições). A própria Federação, os inteligentes aí, prorrogaram a competição por 45 dias. E não havia necessidade nenhuma de acontecer isso – reclamou.

E para justificar seu entendimento de que o Paraibano não precisa parar para que dois clubes disputem seus jogos em outras competições, Aldeone cita o investimento diferenciado que cada clube recebe.

Ele lembra que as agremiações que vão disputar mais de uma competição recebem um valor mais elevado do Programa Gol de Placa e, por isso, deveriam, pelo menos em teoria, estar aptos a, por exemplo, ter um elenco mais robusto para dar conta de mais de uma competição.

– Nós, pobres mortais, recebemos 200 mil reais do Gol de Placa. Os times que vão para Copa do Nordeste, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil têm um orçamento perto de 3 milhões de reais no primeiro semestre da temporada. Por que é que não têm um elenco capaz de colocar um time misto em determinadas rodadas do campeonato, um time mesclado? – avaliou.

Uma cidade como Patos, por exemplo, já está fora do campeonato (Esporte e Nacional jogaram juntos o estadual, pela última vez, em 2012; o Esporte voltou em 2016, mas foi rebaixado). Agora, escaparam Sousa e Cajazeiras (Sousa e Atlético-PB seguem na elite). Diminuindo para oito, isso piora. E ainda temos uma arbitragem não confiável como essa da Paraíba, que é uma fábrica de resultados. Então, diminuir o campeonato é o caminho mais curto. É não querer adequar uma simples mudança de regulamento ou de datas. Não é a quantidade de clubes que está atrapalhando o Campeonato Paraibano. É a falta de imaginação em se fazer uma tabela enxuta e ter pulso.

No formato atual do Campeonato Paraibano – com os 10 clubes se enfrentando no sistema de todos contra todos em jogos de ida e volta, os quatro primeiros colocados avançando para semifinais e os dois vencedores dessa fase fazendo a final -, o estadual precisa de 22 datas. Com nove clubes, em 2018, esse mesmo formato precisaria apenas de 20 e, em 2019, com oito clubes, cairia para 18 datas. Esse foi justamente o número determinado pela CBF já para este ano, obviamente não atendido pela FPF, que busca chegar a essa quantidade em duas temporadas.

fpf_02

Em tom duramente crítico – e em alguns momentos até irônico -, Aldeone opina até sobre o apelo do Campeonato Paraibano. Para ele, a redução no número de participantes vai tornar a competição ainda menos atrativa do que já é.

– Eu acho que isso é um ato de covardia. É um caso de você estar procurando tirar a graça de um campeonato que já não tem muita graça. O simples fato de diminuir o número de clubes é hilário, para não dizer uma ideia de jerico, falta de imaginação e de coragem de enfrentar a realidade. Esse é meu ponto de vista – finalizou.

À revelia do que pensa o presidente do Sousa, o planejamento da Federação prevê que a 2ª divisão deste ano já vai dar apenas uma vaga na elite do ano que vem. Como dois clubes – Internacional-PB e Paraíba de Cajazeiras – foram rebaixados neste ano, a edição da 1ª divisão de 2018 vai ter nove clubes. O processo se repetirá na próxima temporada e em 2019 apenas oito times disputarão a elite do estadual.

 

Fonte: Globo Esporte – PB

 

 

 

 

Comentários