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25 mar 2018

60% dos cariocas receberam fake news sobre Marielle, mas maioria não acreditou


Uma pesquisa feita pela Datafolha revela que a maioria dos moradores do Rio de Janeira relata ter recebido ao menos uma notícia falsa ( fake news ) sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), executada a tiros no último dia 14.

As informações mentirosas que circularam pelos aplicativos de mensagens e redes sociais – relatadas pelos entrevistados na pesquisa – são: “ Marielle foi casada com traficante Marcinho VP”; “Marielle defendia bandidos”; “Marielle tinha envolvimento com facções criminosas”; “Marielle foi eleita pelo Comando Vermelho”.

Apesar de as informações improcedentes terem alcançado grande parte dos cariocas, a maioria das pessoas conseguiu identificar que se tratava de fake news , segundo aponta a pesquisa Datafolha em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Entre as notícias mentirosas, aquela que cita um suposto casamento entre a vereadora e o traficante foi a que atingiu mais pessoas – citada por 60% dos entrevistados, sendo que 45% avaliaram-na como falsa e apenas 6%, como verdadeira.

Outro ponto que vale destaque na pesquisa é de que a informação “Marielle ajudava famílias de policiais mortos” – que é a única que de fato procede – foi a menos vista pelos entrevistados, apenas 40% deles. Entre aqueles que leram esta notícia, 27% consideram verdadeira, enquanto 8%, como falsa.

Vídeos fora do ar

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que as fake news sobre a vereadora Marielle Franco fossem retiradas do ar na última quinta-feira (22). O mandato da juíza Márcia Correia Hollanda, da 47ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do estado, ordenou que o Google retirasse 16 vídeos do Youtube do ar, com possibilidade de multa de R$ 1 mil por dia a cada vídeo que continuasse na internet.

O pedido de remoção dos vídeos foi feito pela irmã de Marielle Franco , Anielle Silva dos Reis Barboza, e da namorada da vereadora, Mônica Azeredo Benício. Para a juíza, as fake news “extrapolaram o que a Constituição fixou como limite ao direito de livremente se manifestar”.

 

Fonte: iG

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