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11 jan 2017

16 anos e 28 títulos depois, Bernardinho deixa seleção de vôlei


Chegou ao fim a ‘era Bernardinho’ na seleção brasileira de vôlei. Depois de quase 16 anos a frente do comando do time, o treinador anunciou nesta quarta-feira que deixará a equipe. O motivo principal foi a pressão da família, que pedia que ele tivesse mais tempo para descansar – Bernadinho também comanda o Rio de Janeiro na Superliga feminina, o que o faz trabalhar quase que todos os meses do ano.

Seu substituto será Renan dal Zotto, que, assim como Bernardinho, foi membro da geração que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles.

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O período de Bernardinho – que seguirá como uma espécie de consultor da seleção masculina – na seleção foi simplesmente incrível. Após pegar uma seleção desacreditada, que havia caído na Olimpíada de 2000 ainda nas quartas de final para a Argentina, Bernardinho construiu uma das maiores hegemonias da história do esporte.

Foram 28 títulos relevantes, com direito a três Mundiais, duas Copas do Mundo e duas Olimpíadas – a última delas no ano passado, em solo brasileiro, no Rio de Janeiro.

Bernardinho foi contratado para o lugar de Radamés Latari ainda em 2000, mas só estreou no começo do ano seguinte. Em 4 de maio, venceu a Noruega em um amistoso. No dia 11, venceu a Holanda na abertura da Liga Mundial. E, pouco tempo, no fim de junho daquele ano, foi campeão do torneio em cima da então poderosa Itália.

O título logo em seu primeiro torneio deu todas as mostras do que estava por vir. A seleção que só tinha uma Liga Mundial hoje tem nove e é a maior campeã do torneio. O time que nunca havia ganhado o Mundial nem a Copa do Mundo acabou sendo campeão três vezes de um e duas do outro. E o país que só sabia o que era ter uma ‘geração de prata’ levou dois ouros olímpicos.

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Bernardinho foi gigante não só dentro de quadra. Fora delas, acabou sendo a cara de um projeto que transformou o vôlei em um dos esportes mais populares do Brasil. O país se transformou em fonte quase inesgotável de talento e já começa seu quinto ciclo olímpico, com praticamente cinco gerações diferente, atuando no mais alto nível.

O curioso é que Bernardinho agora faz o caminho oposto. Se em 2000 resolveu deixar o Rexona para assumir a seleção masculina, agora ele deixa a seleção para seguir no comando do Rexona. Um detalhe: neste meio-tempo, o time deixou o Paraná e foi para o Rio de Janeiro. Mas, sob a batuta do treinador, nunca deixou de ser uma potência.

Fonte: ESPN

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